Em Houston, o governo de Donald Trump abre as reuniões do fórum de cooperação econômica, o G20. Nesta segunda-feira (14), os Estados Unidos convidaram Venezuela, país com a maior reserva de petróleo comprovada do mundo, para participar do debate.
Os encontros, que tem como tema “abundância energética”, ocorrem em meio à crise contra o Irã. O conflito, que ocorre desde fevereiro, pressiona o mercado mundial de combustíveis e elevado os preços de gás e petróleo.
As discussões seguem até quarta-feira (16) na cidade texana, localizada em um dos principais estados produtores de petróleo dos EUA. Já estão presentes delagações da China, Índia, Japão e Alemanha. Grandes produtores de petróleo, como Canadá e Arábia Saudita, também devem participar.
“Temos aqui todos os países do G20, além da Venezuela. O objetivo é que o centro geopolítico do petróleo se desloque do Oriente Médio para o hemisfério ocidental”, disse o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, em entrevista à Fox Business.
EUA se aproximam da Venezuela
A presença da Venezuela ocorre após a captura do então presidente Nicolás Maduro e a aproximação entre Washington e Caracas.
Trump busca ampliar o acesso dos Estados Unidos às riquezas petrolíferas venezuelanas, com respaldo da presidente interina Delcy Rodríguez.
O republicano anunciou recentemente um acordo petrolífero com a Venezuela que prevê participação americana de 35% na North American Blue Energy Partners.
O acordo também garante aos Estados Unidos o direito de comprar 20% da produção de petróleo bruto dos campos venezuelanos envolvidos, a preço de custo.
Segundo Burgum, o debate no G20 será voltado ao aumento da produção e do refino.
“O debate girará em torno de aumentar a produção e o refino, não de seu fechamento, como ocorreu durante a presidência de Biden”, afirmou.
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Presença russa incomoda aliados europeus
A Rússia também deve enviar representantes às reuniões em Houston. Há duas semanas, a presença inesperada do ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, causou alvoroço em uma reunião do G20.
Aliados europeus da Ucrânia demonstraram decepção com a decisão de Washington de convidar Moscou, em contraste com os esforços para isolar a Rússia por causa da guerra contra o país vizinho.
Uma das prioridades de Washington para o G20 é ampliar o acesso a energia acessível, confiável e segura. A pauta ganhou urgência desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em fevereiro.
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Alta dos combustíveis pressiona Trump
Nos Estados Unidos, os preços dos combustíveis também subiram. O galão de diesel, equivalente a 3,78 litros, atingiu valor recorde e custa, em média, US$ 6,20, cerca de R$ 32, segundo a Associação Americana de Automóveis.
O presidente americano acusou o Irã de prolongar o conflito para prejudicá-lo politicamente. Trump também acusou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de provocar uma escassez de diesel por meio de ataques a refinarias russas.
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