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EUA aprovam venda de mísseis à Ucrânia e sanções contra Rússia

Trump sancionou lei com penalidades contra setor de energia russo enquanto Congresso autorizou a venda de material de defesa a Kiev

O capitólio, local que abriga o congresso dos Estados Unidos, em uma cena noturna
EUA aprovam sanções contra Rússia e envio de artilharia à Ucrânia (Darren Halstead/ Unsplash)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promulgou na sexta-feira (18) uma lei que autoriza sanções para pressionar a Rússia. A nova rodada de penalidades acontece pouco depois do Congresso aprovar a venda de material de defesa aérea à Ucrânia.

A lei tem como alvo os setores de energia e de defesa russos, assim como o presidente Vladimir Putin e outros altos funcionários. A medida também permite que Trump imponha tarifas de até 100% aos principais compradores de petróleo e gás russos, o que poderia incluir China e Índia.

No mesmo dia, o governo dos Estados Unidos aprovou a venda de materiais de defesa aérea à Ucrânia no valor de US$ 2,68 bilhões (13,7 bilhões de reais).

O Departamento de Estado informou em uma notificação ao Congresso que havia tomado “a decisão de aprovar uma possível venda militar ao exterior, ao governo da Ucrânia”.

Segundo o Departamento de Estado, a Ucrânia solicitou a compra de equipamentos que incluem vários tipos de mísseis, lançadores, radares antidrones e reboques.

A venda proposta deve ser revisada pelo Congresso.

“Se a compra proposta for efetuada, a Ucrânia a financiaria com uma combinação de contribuições europeias e recursos do Programa de Financiamento Militar Estrangeiro dos Estados Unidos, destinados durante a administração anterior”, afirmou o Departamento de Estado.

Donald Trump declarou há alguns dias que vai pedir aos europeus que paguem pela ajuda concedida por Washington à Ucrânia por seu antecessor, Joe Biden.

Rússia responde

O ex-presidente russo Dmitry Medvedev, e aliado de Putin, repondeu às sanções dos Estados Unidos no Telegram. 

“Mesmo do outro lado do oceano, eles ouvem apenas a linguagem da dissuasão militar direta, e é nessa linguagem que devemos responder às atrocidades russofóbicas, como a lei do terrorista morto, Graham”, disse Medvedev, que agora atua como vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia.

Medvedev foi chefe de Estado da Rússia entre 2008 e 2012, num acordo que permitiu ao então primeiro-ministro Putin contornar os limites de mandato. Com 61 anos, o político ataca regularmente a Ucrânia e o Ocidente nas redes sociais. 

No ano passado, Trump ordenou a transferência de dois submarinos nucleares depois que Medvedev fez alusão ao sistema semiautomático de controle de armas nucleares “Mão Morta” de Moscou em uma postagem no Telegram.

Com informações de AFP e Reuters

 

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