A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, deve se reunir com o presidente americano Donald Trump nesta terça-feira (22), à margem de uma recepção oferecida por ele. A informação foi divulgada pelo embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz.
A delegação venezuelana chefiada por Rodríguez pretende discutir energia, dívida e mineração com representantes dos Estados Unidos durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, de acordo com duas fontes que acompanham os preparativos.
As mesmas fontes afirmam que a expectativa é de que as tratativas terminem com a assinatura de acordos ligados ao projeto de Trump de reerguer os principais setores da economia venezuelana.
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A sede da ONU, onde ocorrerá a assembleia, fica a cerca de quatro quilômetros do local onde o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro está detido. Ele foi capturado por forças dos EUA em janeiro.
Rodríguez, que foi vice de Maduro, desembarcou em Nova York na madrugada desta segunda-feira (21). É a primeira viagem dela aos Estados Unidos desde que assumiu o comando interino do país, sob supervisão de Washington.
A TV estatal venezuelana informou que John Barrett, principal diplomata dos EUA na Venezuela, recepcionou a presidente interina no aeroporto. Nesta segunda-feira, Rodríguez tinha um encontro marcado com o secretário-geral da ONU, António Guterres, de acordo com a agenda dele.
Alguns prédios de propriedade da Venezuela em Nova York, incluindo um consulado e o escritório da missão do país na ONU, foram recentemente reformados, segundo reportagens.
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A ministra do Petróleo, Paula Henao, o ministro de Mineração, Héctor Silva, e altos funcionários da petrolífera estatal PDVSA participaram neste mês de uma conferência de energia do G20 em Houston, onde foi assinado um memorando de entendimento com a produtora de petróleo norte-americana Continental Resources para uma área na principal região produtora da Venezuela, o Cinturão do Orinoco.
Também foi assinado um contrato separado concedendo à empresa de investimentos norte-americana Heeney Capital direitos operacionais e de exportação para uma mina de ouro. Outro acordo preliminar vem sendo negociado há meses com a gigante energética norte-americana ExxonMobil XOM.M, o que poderia, em última instância, levar ao seu retorno aos campos petrolíferos da Venezuela, disseram fontes neste mês.
Por sua vez, o Banco Interamericano de Desenvolvimento está elaborando um plano de atuação de dois anos para a Venezuela, focado em parte em eletricidade e proteção social, disse à Reuters nesta segunda-feira seu presidente, Ilan Goldfajn. A iniciativa inclui missões para examinar a estrutura macroeconômica e os dados do país, assim como para estimar as necessidades de investimento em diferentes setores.
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