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Na ONU, 80 países pedem reabertura do Estreito de Ormuz

Documento exige fim das ações do Irã e dos houthis que afetam a segurança marítima e energética

Vista panorâmica do plenário da Assembleia Geral enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa no debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral.
Vista panorâmica do plenário da Assembleia Geral enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa no debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral (UN Photo/Manuel Elías)

Cerca de 80 países pediram nesta quinta-feira (24) a reabertura urgente do Estreito de Ormuz e condenaram o Irã e seus aliados houthis pelos ataques na região e pela perturbação do comércio internacional e da segurança energética.

“As ações do Irã no Estreito de Ormuz continuam a ameaçar a segurança internacional e os direitos e liberdades de navegação”, afirmou uma declaração conjunta lida pelo ministro das Relações Exteriores do Barein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, na Organização das Nações Unidas.

“Também condenamos veementemente a decisão dos houthis de retomar o conflito no Iêmen, seus ataques contínuos à Arábia Saudita e seus ataques imprudentes no Mar Vermelho”, acrescentou.

Entre os signatários da declaração estão os países árabes do Golfo e importantes potências ocidentais. O documento ressalta ainda que o avanço dos houthis em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb só aumentaria os riscos para a navegação internacional, a segurança marítima e o comércio global.

Acordo entre Irã e EUA

O presidente americano, Donald Trump, anunciou que autoridades iranianas e americanas se reuniram à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na última terça-feira (22).

“Foi uma reunião de três horas”, disse o presidente americano a jornalistas. Ele descreveu o encontro como “muito bom” e afirmou que prevê outro diálogo “em um futuro muito próximo”.

Trump anunciou a retomada do diálogo com Teerã durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.

“Eu me sinto muito bem” em relação a estes diálogos, disse o emissário americano Steve Witkoff, presente ao lado de Trump.

O genro do presidente, Jared Kushner, que também tinha participado das negociações com Teerã antes de serem interrompidas em junho, também estava presente.

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Com informações da Reuters e AFP

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