Cerca de 80 países pediram nesta quinta-feira (24) a reabertura urgente do Estreito de Ormuz e condenaram o Irã e seus aliados houthis pelos ataques na região e pela perturbação do comércio internacional e da segurança energética.
“As ações do Irã no Estreito de Ormuz continuam a ameaçar a segurança internacional e os direitos e liberdades de navegação”, afirmou uma declaração conjunta lida pelo ministro das Relações Exteriores do Barein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, na Organização das Nações Unidas.
“Também condenamos veementemente a decisão dos houthis de retomar o conflito no Iêmen, seus ataques contínuos à Arábia Saudita e seus ataques imprudentes no Mar Vermelho”, acrescentou.
Entre os signatários da declaração estão os países árabes do Golfo e importantes potências ocidentais. O documento ressalta ainda que o avanço dos houthis em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb só aumentaria os riscos para a navegação internacional, a segurança marítima e o comércio global.
Acordo entre Irã e EUA
O presidente americano, Donald Trump, anunciou que autoridades iranianas e americanas se reuniram à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na última terça-feira (22).
“Foi uma reunião de três horas”, disse o presidente americano a jornalistas. Ele descreveu o encontro como “muito bom” e afirmou que prevê outro diálogo “em um futuro muito próximo”.
Trump anunciou a retomada do diálogo com Teerã durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.
“Eu me sinto muito bem” em relação a estes diálogos, disse o emissário americano Steve Witkoff, presente ao lado de Trump.
O genro do presidente, Jared Kushner, que também tinha participado das negociações com Teerã antes de serem interrompidas em junho, também estava presente.
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Com informações da Reuters e AFP
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