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“Irã nunca terá arma militar”, diz Trump na Assembleia Geral da ONU

Presidente dos Estados Unidos falou também sobre IA, guerra entre Rússia e Ucrânia, e disse que governo de Cuba "cairá"

Trump discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas | Foto: Reprodução
Trump discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas | Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou na manhã desta terça-feira (22) na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Ele foi o segundo mandatário a falar, entrando logo após o fim do pronunciamento do presidente do Brasil, Lula.

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Trump fez um discurso de aproximadamente 30 minutos, o dobro do solicitado pela ONU. Ele abordou diversas pautas, passando pelo conflito com o Irã, a guerra entre Rússia e Ucrânia, o desenvolvimento da Inteligência Artificial, combate aos cartéis de drogas e o regime cubano.

Conflito com Irã

O presidente dos EUA declarou que não irá permitir “nunca” que os iranianos tenham uma arma nuclear. Ele falou que precisa decidir se quer aniquilar ou não o país.

“Tenho uma grande decisão a tomar: será feito um acordo com o Irã que lhes permita reconstruir e criar um país muito maior do que jamais foi, talvez um dos maiores do Oriente Médio ou até mesmo do mundo? Ou devo aniquilar a República Islâmica rapidamente, sem nunca mais lhes dar a chance de matar e destruir pessoas e países? Devo expulsá-los para o inferno sem qualquer chance de sobrevivência e sem esperança de grandeza futura ou de gerações futuras?”, falou Trump.

Ele disse acreditar que chegará a um acordo logo após as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. Para Trump, “não faz sentido para o Irã não chegar a um acordo”.

Guerra entre Rússia e Ucrânia

De acordo com o mandatário dos Estados Unidos, um acordo entre a Rússia e a Ucrânia para encerrar a guerra será alcançado “rapidamente”.

“Estamos trabalhando em estreita colaboração com os líderes da Rússia e da Ucrânia, e vamos chegar a um acordo. Acho que isso vai acontecer mais rápido do que as pessoas imaginam. Eles estão fartos”, declarou.

Bases militares na Groenlândia

Trump anunciou que assinará nesta terça-feira (22) um acordo com a Dinamarca para a construção de duas importantes bases militares na Groenlândia.

“Iniciaremos imediatamente o processo de desenvolvimento de uma presença militar significativa nos locais adequados. Construiremos duas bases militares muito importantes”, disse.

Cartéis de drogas

O mandatário afirmou que membros de cartéis de drogas devem ser executados como se fossem combatentes inimigos em um conflito armado. Ele disse que “os cartéis são o Estado Islâmico do hemisfério” e, assim como os combatentes do EI, “devem ser executados, exilados ou detidos”, observando que seu governo designou esses grupos como “organizações terroristas” no ano passado.

Inteligência Artificial

Trump rejeitou firmemente os apelos por uma supervisão internacional da inteligência artificial, chamando-os de “plano globalista” para controlar a nova tecnologia.

Ele também anunciou que o governo dos EUA passaria a usar o termo “superinteligência” em vez de “inteligência artificial” em suas comunicações, e disse desejar que o mundo siga esse exemplo.

Trump afirmou que a IA pode revolucionar a sociedade ainda mais do que a internet fez, e disse que os EUA estão muito à frente da China na tecnologia.

Regime cubano

O presidente dos EUA declarou que o governo de Cuba “irá cair”. Ele afirmou que o “regime comunista está sob a maior pressão que já esteve”.

“Estamos pensando também numa mudança radical em Cuba, onde o regime comunista está sob a maior pressão que jamais esteve. É um regime absolutamente falido, um Estado falido. E vai cair. Marco Rubio está levando adiante as negociações, está profundamente envolvido com os cubanos. Vamos ver o que acontece. Nós não vamos deixar que haja um porto seguro para o terror na nossa porta”, se pronunciou.

Após a fala de Trump, a delegação cubana se levantou e deixou o plenário da Assembleia Geral.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, falou que o presidente dos EUA espalhou “calúnias” e “falsidades” sobre a ilha em uma “tentativa de minar sua soberania”, em meio à escalada das tensões entre os dois países.

“O governo dos EUA é incapaz de aceitar que Cuba é, e tem o direito de ser, um país totalmente independente e soberano”, escreveu Rodríguez na rede X.

*com informações da AFP

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