O papa Leão XIV, primeiro pontífice da Igreja Católica nascido nos Estados Unidos, votou nas eleições de meio de mandato do país. Ele enviou sua cédula pelo correio para Chicago, informou o Vaticano nesta sexta-feira (30).
É a primeira vez, até onde se sabe, que um papa vota em uma eleição política.
Segundo comunicado do Vaticano, Leão XIV tem convicção “do direito e do dever dos cidadãos de participar dos processos democráticos”. Nascido em Chicago, o pontífice “exerceu seu direito de voto como cidadão dos Estados Unidos sempre que teve a possibilidade”, afirmou a Santa Sé.
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De acordo com o comunicado, “em consonância com essa prática consolidada de participação cívica”, o papa “enviou sua cédula eleitoral pelo correio para Chicago”.
Antes de ser eleito papa, Robert Francis Prevost passou quase duas décadas no Peru, primeiro como missionário e depois como bispo. Ele tem cidadania americana e peruana.
“O Santo Padre confirmou também que, durante os anos em que residiu no Peru, exerceu seu direito de voto sempre que teve a possibilidade”, informou o Vaticano.
Papa Leão XIV não precisará de novo tratamento após cirurgia de câncer
Leão XIV deve voltar ao país latino-americano em novembro, durante uma viagem que também inclui Uruguai e Argentina e vai se estender dos dias 6 a 17. Na segunda-feira (26), o Vaticano confirmou que o papa não tem contraindicações para cumprir a agenda.
Aos 71 anos, o pontífice passou por uma cirurgia em 13 de outubro para tratar um câncer de pulmão e teve o lobo inferior do pulmão direito retirado. Segundo os médicos, a doença estava localizada, e não será necessário tratamento adicional.
Relação entre papa e Trump tem histórico de atritos
No início deste ano, um desentendimento entre o líder de 1,4 bilhão de católicos e o presidente americano Donald Trump ganhou manchetes no mundo todo.
Leão XIV e Trump se enfrentaram várias vezes por causa de críticas do pontífice à dura repressão à imigração nos Estados Unidos e à guerra contra o Irã. O republicano chegou a dizer que o papa é “fraco” contra o crime e “terrível” em política externa. O pontífice disse que “não tem medo” do presidente americano.
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Eleições definem controle do Congresso
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, consideradas decisivas, acontecem na próxima terça-feira (3) e vão definir quem controla o Congresso nos dois últimos anos do governo Trump. Estão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, cerca de um terço do Senado e o governo de 36 estados.
Atualmente, os republicanos têm maioria apertada nas duas Casas. Pesquisas divulgadas em outubro indicam vitória democrata na Câmara, enquanto o resultado no Senado segue indefinido. A votação também deve servir como uma avaliação da primeira metade do mandato de Trump, que registrou neste mês a menor aprovação de suas duas passagens pela Casa Branca.
Um dos principais temas da campanha é a guerra contra o Irã, alvo de críticas do papa. Iniciado em fevereiro pelos Estados Unidos ao lado de Israel, o conflito elevou o preço dos combustíveis e aumentou a preocupação dos eleitores com o custo de vida.
*Com informações da Reuters, da AFP e do Vatican News
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