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Ameaça de bomba afeta pelo menos 14 voos na Europa nesta quinta

Três aviões foram desviados e caças escoltaram outros; todos pousaram em segurança e nenhum explosivo foi encontrado

Avião de passageiros da Ryanair, branco e azul-escuro com detalhes amarelos, voando com o trem de pouso abaixado contra um céu nublado e cinza, com rastros de vapor saindo das pontas das asas
Ryanair foi alvo de pelo menos sete alertas de bomba nesta semana (Crédito: Simone Muzzi/Unsplash)

Pelo menos 14 voos na Europa foram alvo de ameaças de bomba na manhã desta quinta-feira (5). Esse é o terceiro dia com alertas do tipo nesta semana. Três aviões foram desviados e outros pousaram escoltados por caças, mas todos chegaram em segurança e nenhum explosivo foi encontrado.

As companhias aéreas de baixo custo foram as mais visadas, assim como voos de ou para Bulgária, República Tcheca e Itália. Já foram registrados mais de 20 alertas falsos nesta semana, e a Ryanair foi alvo de pelo menos sete deles.

O voo EI402 da Aer Lingus, que ia de Dublin para Roma, foi desviado e escoltado por caças franceses até Evreux, 100 km a oeste de Paris, onde pousou em segurança, informou a companhia irlandesa em comunicado. A empresa disse que trabalha para levar os passageiros ao destino final o mais rápido possível.

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Três aviões da Ryanair fizeram pousos de emergência na Bulgária, segundo autoridades locais. Dois deles, vindos de Copenhague e Madri, pousaram em segurança na capital, Sofia, disse o ministro do Interior, de acordo com a emissora bTV. 

O terceiro, que saiu de Londres, foi desviado para Plovdiv, segunda maior cidade da Bulgária, informou a imprensa do país. Os três aviões foram escoltados por caças da Força Aérea búlgara e inspecionados após o pouso, mas nenhum explosivo foi encontrado, informaram os ministérios da Defesa e do Interior.

Na República Tcheca, quatro aviões com destino a Praga receberam ameaças de bomba, informou a polícia do país no X. Os voos eram operados pela Ryanair, pela EasyJet e pela Sky Express. As autoridades se preparavam para os pousos, mas consideraram baixa a credibilidade dos alertas. Segundo o aeroporto de Praga, as ameaças chegaram por e-mail, de endereços anônimos.

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Dois aviões que chegaram a Copenhague, na Dinamarca, também foram alvo de ameaças. A polícia dinamarquesa afirmou que não há e nunca houve perigo para os passageiros nem para quem estava no aeroporto.

Um avião da Finnair, que saiu de Helsinque, foi escoltado pela Força Aérea italiana até Roma, onde pousou conforme o previsto, segundo uma fonte próxima ao caso. A aeronave passou por inspeção de especialistas em explosivos, e nada de anormal foi encontrado, de acordo com a empresa.

Outro voo da Finnair, que também veio da capital finlandesa e estava sendo operado pela Jettime, pousou normalmente em Viena, na Áustria, após receber uma ameaça de bomba, informou a companhia.

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Um voo da companhia aérea polonesa LOT de Varsóvia para Bruxelas pousou sem problemas no destino após um alerta de segurança, e nenhum objeto suspeito foi encontrado a bordo, disse a empresa. Outro avião da LOT, que seguia para Paris, teve a decolagem interrompida ainda durante o taxiamento, e os passageiros foram transferidos para outra aeronave por precaução.

Um voo da Wizz Air de Milão para Varsóvia foi desviado para Viena após receber uma ameaça de bomba, informou a companhia. Outro avião da empresa que saiu de Milão pousou em segurança em Bucareste, capital da Romênia. Em seguida, uma unidade de crise foi montada no aeroporto Henri Coandă, segundo o serviço de inteligência romeno.

Ameaças anteriores

Na segunda-feira (2), um voo da Wizz Air que ia do aeroporto de Luton, em Londres, para Sofia foi desviado para Budapeste, na Hungria, por causa de uma ameaça de bomba.

Na terça-feira (3), pelo menos sete voos e um navio de cruzeiro foram alvo de ameaças, que causaram transtornos em aeroportos de toda a Europa, mas nenhum artefato foi encontrado. Os alertas levaram ao fechamento de um aeroporto em Varsóvia e ao acionamento de caças italianos para proteger os voos.

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“Ataques híbridos”

Embora nenhum país tenha atribuído a responsabilidade pelas ameaças, elas ocorrem em um momento em que autoridades europeias vêm culpando tanto a Rússia quanto o Irã pelo que descrevem como “ataques híbridos” e atos de sabotagem. Moscou e Teerã negam qualquer campanha desse tipo.

No mês passado, o secretário-geral de Defesa e Segurança Nacional da França, Nicolas Roche, alertou o Parlamento francês para o acúmulo de ataques híbridos na Europa, entre eles sabotagem, ataques cibernéticos, drones e espionagem.

Nesta semana, hackers não identificados desligaram geladeiras em supermercados em vários países europeus. Alguns especialistas afirmaram que falsas ameaças de bomba poderiam fazer parte de um padrão semelhante de ações de perturbação de baixo custo e de difícil atribuição.

Eliran Almog, presidente-executivo da empresa de segurança cibernética para aviação Cyviation, disse que as ameaças repetidas poderiam servir tanto para interromper operações quanto para observar como as companhias aéreas, os aeroportos e as autoridades nacionais respondem.

“Essas ameaças à aviação também estão ocorrendo no mesmo período em que se registram ataques cibernéticos a sistemas de refrigeração de supermercados em toda a Europa”, declarou Almog.

“Diferentes serviços essenciais estão sofrendo interrupções que acarretam custos econômicos e podem minar a confiança do público.”

*Com informações da Reuters e da AFP

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