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Dólar cai para R$5,03 com foco em juros dos EUA e política

Dólar abre em queda a R$ 5,03; juros dos EUA e incertezas eleitorais no Brasil elevam risco para o fluxo de capitais externos

Mercado brasileiro é influenciado por guerra, no exterior, e eleições, no Brasil, que geram incertezas e impactam entrada de recursos externos
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  • Dólar abriu a sessão em baixa, cotado a R$ 5,03.
  • Ontem, a moeda subiu devido a incertezas sobre o desempenho da oposição nas eleições e à alta das taxas dos títulos do governo dos Estados Unidos, alimentada pelo conflito no Oriente Médio.
  • No exterior, o preço do petróleo Brent caiu aproximadamente 3%, ficando em cerca de US$ 108 o barril.
  • O fluxo de capitais estrangeiros para a Bolsa brasileira ficou negativo, com saídas líquidas de cerca de R$ 22 bilhões em quatro semanas.
  • A Bolsa brasileira teve o Ibovespa em 174.278 pontos, menor patamar em quatro meses, com expectativas de juros elevados nos EUA impactando os fluxos de recursos.

O dólar abriu a sessão desta terça-feira em queda, cotado a R$ 5,03, após fechar em alta na sessão anterior. O mercado avaliou incertezas sobre a oposição nas eleições presidenciais e acompanhou o movimento global de juros, influenciado pela alta das Treasuries devido a fatores no Oriente Médio.

A moeda americana teve alta ontem, influenciada pela história política no Brasil. Movimentos que associam a candidatura de Flávio Bolsonaro a riscos fiscais aparecem como justificativa para o recuo de confiança de investidores e maior percepção de risco no curto prazo.

Cenário externo

No exterior, o petróleo registrou queda. O Brent negociado na ICE recuou cerca de 3% e ficou perto de US$ 108 o barril. A evolução dos conflitos na região continua a influenciar as expectativas de inflação e de juros globais.

Trump declarou ter suspendido uma ofensiva a pedido de aliados, enquanto Washington sinaliza disponibilidade para agir caso Teerã não aceite um acordo. As respostas do Irã, por sua vez, indicam resistência a medidas adicionais caso a pressão permaneça.

Fluxo de capitais e impactos no Brasil

As incertezas políticas no Brasil somaram-se a mudanças no cenário externo, impactando a entrada de recursos para o mercado local. O fluxo de capitais estrangeiros, que havia movimentado o Ibovespa até meados de abril, tornou-se negativo nos últimos meses, com saídas líquidas estimadas em torno de R$ 22 bilhões em quatro semanas.

A Bolsa brasileira manteve o ritmo de baixa, após registrar avanços expressivos até 15 de abril. O Ibovespa fechou recentemente em 174.278 pontos, menor nível em quatro meses, diante da menor entrada de investimentos externos.

Perspectivas e juros globais

A inflação mais elevada nos EUA mantém as taxas de juros altas por mais tempo, o que tende a atrair capital para Treasuries e reduzir a liquidez em mercados emergentes. Economistas destacam que esse cenário pressiona fluxos de capital para o Brasil e outros países com maior necessidade de capitais estrangeiros.

A atuação de investidores permanece dependente de grandes sinais macroeconômicos e de desdobramentos geopolíticos. O mercado continua monitorando as próximas decisões de política monetária e as negociações internacionais, que devem influenciar câmbio, juros e ações nas próximas sessões.

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