Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, protocolou uma representação no Conselho de Ética do PT contra Washington Quaquá, vice-presidente nacional do partido e prefeito de Maricá. A ministra solicita que o partido investigue e responsabilize Quaquá por sua defesa pública dos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, acusados de serem os mandantes do assassinato de Marielle […]
Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, protocolou uma representação no Conselho de Ética do PT contra Washington Quaquá, vice-presidente nacional do partido e prefeito de Maricá. A ministra solicita que o partido investigue e responsabilize Quaquá por sua defesa pública dos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, acusados de serem os mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Na semana passada, Quaquá postou em suas redes sociais uma foto com a família Brazão, afirmando que não havia provas contra eles.
Em sua declaração, Quaquá afirmou: “Não sou um rato que se esconde no esgoto para fugir da luz. Eu tenho honra e não vou trocar a verdade por medo de prejuízos de imagem!” Anielle respondeu, pedindo que ele “tire o nome da minha irmã da boca” e classificou sua atitude como “repugnante”. A ministra enfatizou que qualquer tentativa de deslegitimar a luta por justiça deve ser condenada, destacando a importância da investigação da Polícia Federal sobre o caso.
Além de Anielle, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, também repudiou os comentários de Quaquá, considerando-os desrespeitosos. Anielle pediu que o PT considere inaceitável a defesa dos acusados e que medidas de repreensão sejam tomadas contra o dirigente. Ela ressaltou que a investigação da PF, que aponta os irmãos Brazão como autores intelectuais do crime, foi realizada durante a gestão do governo Lula.
Quaquá, por sua vez, insinuou problemas na investigação, afirmando que os irmãos Brazão foram usados como “bucha de canhão”. Ele também se manifestou sobre a presença de Ronnie Lessa no condomínio onde morava o ex-presidente Bolsonaro antes do assassinato. A primeira-dama, Janja da Silva, criticou a publicação do prefeito, afirmando que foi “desrespeitosa” com a memória de Marielle e Anderson, e que promover desinformação sobre o caso é inaceitável.
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