O Serviço Nacional de Florestas e Vida Selvagem do Peru (SERFOR) resgatou 164 tartarugas-de-manchas-amarelas, ameaçadas de extinção, que estavam sendo vendidas ilegalmente como animais de estimação no centro de Lima. A operação ocorreu na quinta-feira (9), resultando na prisão de três indivíduos, que agora enfrentam processos judiciais por tráfico de vida selvagem. As tartarugas, encontradas […]
O Serviço Nacional de Florestas e Vida Selvagem do Peru (SERFOR) resgatou 164 tartarugas-de-manchas-amarelas, ameaçadas de extinção, que estavam sendo vendidas ilegalmente como animais de estimação no centro de Lima. A operação ocorreu na quinta-feira (9), resultando na prisão de três indivíduos, que agora enfrentam processos judiciais por tráfico de vida selvagem.
As tartarugas, encontradas em condições precárias dentro de sacos plásticos e recipientes de vidro, são nativas da Amazônia e sua venda ilegal não apenas compromete a sobrevivência da espécie, mas também levanta preocupações sobre o bem-estar animal. Autoridades destacam que a espécie Taricaya é extraída ilegalmente de seus habitats naturais, que incluem os departamentos de Loreto, Ucayali, Madre de Dios e San Martin.
Os preços de venda das tartarugas variam entre 50 e 80 soles peruanos (aproximadamente US$ 14 a US$ 21), o que incentiva o tráfico. Javier Jara, veterinário da Administração Florestal e da Vida Selvagem de SERFOR, enfatiza a gravidade da situação, alertando para as consequências da exploração ilegal.
A tartaruga-de-manchas-amarelas, ou podocnemis unifilis, está listada como “Vulnerável” na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), refletindo a necessidade urgente de ações de proteção e conscientização sobre a preservação dessa espécie.
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