A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quinta-feira (16), uma operação para desarticular uma organização criminosa que utilizava tecnologia deepfake para aplicar golpes pela internet. O grupo manipulava a imagem e a voz do apresentador Marcos Mion em vídeos fraudulentos, promovendo falsas promoções de uma rede de restaurantes. As vítimas eram direcionadas a sites […]
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quinta-feira (16), uma operação para desarticular uma organização criminosa que utilizava tecnologia deepfake para aplicar golpes pela internet. O grupo manipulava a imagem e a voz do apresentador Marcos Mion em vídeos fraudulentos, promovendo falsas promoções de uma rede de restaurantes. As vítimas eram direcionadas a sites falsos, onde realizavam pagamentos por vouchers de desconto que nunca eram entregues. A técnica deepfake permite alterar vídeos e fotos com inteligência artificial, trocando rostos ou modificando falas.
Durante a operação, três pessoas foram presas e quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Os investigados, com idades entre 20 e 23 anos, mantinham um falso escritório de marketing em Taguatinga, que servia como fachada para as atividades ilícitas. O delegado Eduardo Fabbro destacou que o grupo utilizava técnicas avançadas de marketing digital e engenharia social para ampliar o alcance das fraudes, incluindo anúncios patrocinados em redes sociais.
As investigações revelaram que dezenas de vítimas foram lesadas, com prejuízos ainda em apuração. Os presos responderão pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 21 anos de reclusão. A polícia também apreendeu dois veículos importados, documentos e dispositivos eletrônicos relacionados aos crimes. Um dos autores confessou a prática das fraudes.
A assessoria de Marcos Mion informou que o apresentador não tem relação com a campanha falsa e orientou o público a “desconsiderar e não compartilhar esse tipo de material”. Medidas legais estão sendo tomadas para identificar e responsabilizar os criadores do conteúdo fraudulento. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e vítimas do esquema criminoso.
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