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Delegado é indiciado por três tentativas de feminicídio após ataque em Brasília

- O delegado Mikhail Rocha e Menezes, de 46 anos, foi preso após atirar em três mulheres, incluindo sua esposa, em um surto psicótico. - As vítimas, Andréa Rodrigues Machado, Oscelina Moura Neves e Priscila Pessoa, estão internadas em estado grave, com uma delas perdendo um rim e parte do estômago. - Mikhail tentou comprar um celular em um shopping antes de ir ao hospital, onde baleou a enfermeira após exigir atendimento prioritário para seu filho. - Ele foi abordado pela polícia após resistência, portando duas armas de fogo, e teve sua prisão convertida em preventiva, permanecendo internado na ala psiquiátrica. - O caso destaca a necessidade de atenção à saúde mental de policiais, com dados alarmantes sobre depressão e ansiedade na corporação.

O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Mikhail Rocha e Menezes, de 46 anos, foi preso após atirar em três mulheres, incluindo sua esposa, na manhã de 16 de janeiro de 2024. O crime ocorreu no Condomínio Santa Mônica, no Jardim Botânico, onde Mikhail disparou contra Andréa Rodrigues Machado, de 40 anos, e a […]

O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Mikhail Rocha e Menezes, de 46 anos, foi preso após atirar em três mulheres, incluindo sua esposa, na manhã de 16 de janeiro de 2024. O crime ocorreu no Condomínio Santa Mônica, no Jardim Botânico, onde Mikhail disparou contra Andréa Rodrigues Machado, de 40 anos, e a empregada doméstica Oscelina Moura Neves de Oliveira, de 45 anos. Após os disparos, ele se dirigiu ao Hospital Brasília, onde baleou a enfermeira Priscila Pessoa, de 45 anos, ao exigir atendimento prioritário para seu filho, que estava com ele.

Após a captura, Mikhail foi levado à Corregedoria da PCDF e, em audiência de custódia, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva. Ele está internado na ala psiquiátrica do Hospital de Base, onde permanece sob supervisão médica. Fontes policiais relataram que o delegado apresentava falas desconexas e alegava não se lembrar dos disparos. Ele portava duas armas de fogo, uma Glock 9 mm e uma Taurus .40.

As vítimas seguem internadas em estado grave. Oscelina perdeu um rim e parte do estômago devido aos ferimentos, enquanto Priscila passou por cirurgia e está na UTI. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do ataque, que pode ter sido motivado por um surto psicótico, uma vez que Mikhail estava afastado do trabalho por problemas de saúde mental. O caso gerou repercussão e discussões sobre a saúde mental entre os profissionais de segurança pública.

O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, expressou preocupação com a saúde mental dos servidores e destacou que a corporação está comprometida em oferecer suporte psicológico. O governador Ibaneis Rocha também se manifestou, classificando o episódio como um caso de doença mental e ressaltando a importância de assistência às famílias das vítimas.

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