O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) negou o pedido do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, para a devolução de mais de 40 aves apreendidas em fevereiro de 2023. A operação, realizada na residência de Torres, resultou na apreensão de 60 pássaros, incluindo espécies como Curió, Azulão e Bicudo, com indícios de possível compra […]
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) negou o pedido do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, para a devolução de mais de 40 aves apreendidas em fevereiro de 2023. A operação, realizada na residência de Torres, resultou na apreensão de 60 pássaros, incluindo espécies como Curió, Azulão e Bicudo, com indícios de possível compra e venda ilegal de animais. O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, mencionou que as inconsistências no sistema de Torres poderiam sugerir a negociação dos pássaros.
A defesa de Torres solicitou a restituição das aves e a suspensão dos autos de infração ambiental, alegando que a operação foi motivada por questões políticas, uma vez que um dos analistas responsáveis pela fiscalização seria ligado ao partido do presidente Lula. Além disso, foi destacado que 16 das 55 aves apreendidas morreram sob a responsabilidade do Ibama, o que gerou críticas à gestão do órgão.
O juiz João Moreira Pessoa de Azambuja, da 9ª Vara Federal Cível do DF, rejeitou as alegações da defesa, afirmando que os órgãos ambientais possuem maior capacidade para a tutela do meio ambiente. Em resposta, Torres lamentou a decisão, destacando a morte de pássaros e o desaparecimento da ave mais valiosa de seu plantel. Ele argumentou que a devolução das aves seria essencial para seu bem-estar, dado o estado precário do Centro de Triagem de Animais do DF.
A defesa de Torres anunciou que irá recorrer da decisão, defendendo que as aves estariam mais seguras sob os cuidados do ex-ministro, que possui experiência na criação de pássaros e um forte apego aos animais.
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