A Prefeitura de São Paulo removeu fotos das gestões dos ex-prefeitos Fernando Haddad e João Doria, substituindo-as por links relacionados à administração de Ricardo Nunes (MDB). As remoções começaram em 2024, com registros da gestão de Haddad, que foi prefeito pelo PT, e de Doria, ex-prefeito do PSDB, sendo completamente apagados do site oficial. Um […]
A Prefeitura de São Paulo removeu fotos das gestões dos ex-prefeitos Fernando Haddad e João Doria, substituindo-as por links relacionados à administração de Ricardo Nunes (MDB). As remoções começaram em 2024, com registros da gestão de Haddad, que foi prefeito pelo PT, e de Doria, ex-prefeito do PSDB, sendo completamente apagados do site oficial. Um ex-funcionário da Secretaria de Comunicação afirmou que a pasta frequentemente não é informada sobre ordens para tais mudanças.
Uma análise do UOL revelou que, entre os textos do mandato de Haddad, todas as fotos foram eliminadas, enquanto 173 links para imagens foram mantidos, mas sem conteúdo acessível. Da mesma forma, durante a gestão de Doria, 26 galerias de fotos e 52 imagens foram removidas, exceto as da sua posse em 1º de janeiro de 2017. Os links que antes levavam às fotos foram redirecionados para informações sobre serviços funerários, um tema controverso devido ao aumento dos preços de sepultamentos.
O preço do caixão, por exemplo, subiu de R$ 157 para R$ 695, levando a prefeitura a retomar valores após determinação do ministro do STF, Flávio Dino. O STF também analisa a constitucionalidade da concessão dos serviços funerários. No lugar das fotos removidas, a prefeitura disponibilizou um guia sobre como contratar serviços funerários e uma tabela de tarifas das concessionárias.
A gestão Nunes não esclareceu o motivo das remoções e não respondeu aos questionamentos do UOL sobre a decisão e as mudanças nos links. Em vez disso, a prefeitura informou sobre uma atualização no site, que inclui uma nova ferramenta de busca. Essa funcionalidade permite que os usuários realizem buscas avançadas, mas, após testes, as fotos das gestões de Haddad e Doria continuavam ausentes.
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