Nos últimos sete anos, 108 militares das Forças Armadas foram condenados por estelionato, conforme levantamento realizado pelo Metrópoles com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). Este crime, que raramente resulta em punições para altos oficiais, viu coronéis e tenentes-coronéis entre os condenados, destacando a seriedade das acusações. Os julgamentos de dois coronéis ocorreram […]
Nos últimos sete anos, 108 militares das Forças Armadas foram condenados por estelionato, conforme levantamento realizado pelo Metrópoles com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). Este crime, que raramente resulta em punições para altos oficiais, viu coronéis e tenentes-coronéis entre os condenados, destacando a seriedade das acusações. Os julgamentos de dois coronéis ocorreram em 2018 e 2024, enquanto três tenentes-coronéis foram penalizados entre 2020 e 2024.
Além dos oficiais, capitães de diferentes forças também enfrentaram condenações. Em 2020, um capitão da Força Aérea Brasileira (FAB) foi punido, seguido por um do Exército em 2021 e um da Marinha em 2023. O levantamento revela que soldados, aspirantes, cabos e sargentos também foram condenados, evidenciando a abrangência do problema dentro das Forças Armadas.
Um caso notório em 2024 envolveu uma ex-sargento da FAB, que aplicou golpes através do jogo Tigrinho, causando um prejuízo de R$ 800 mil às vítimas. Em 2020, cinco indivíduos foram condenados por tentarem obter aposentadoria antecipada com laudos médicos falsos, utilizando problemas de saúde como justificativa.
O Superior Tribunal Militar (STM) condenou um total de 2.140 militares entre 2018 e 2024, mas não incluiu generais, brigadeiros e almirantes nas sentenças. A situação levanta questões sobre a accountability dentro das Forças Armadas e a necessidade de maior rigor nas investigações e punições.
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