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Álvaro Caldas relembra tortura e clama por memória no quartel de Rubens Paiva

- Álvaro Caldas, repórter torturado, destaca o esquecimento da ditadura militar. - O filme "Ainda Estou Aqui" traz à tona a história de Rubens Paiva e suas consequências. - Caldas pede que o quartel onde foi torturado se torne um local de memória. - Ele relata traumas persistentes e a importância de lembrar as vítimas da tortura. - O ministro Dino abre novas investigações sobre desaparecimentos políticos, trazendo esperança.

Álvaro Caldas, repórter que sofreu tortura no quartel onde Rubens Paiva foi assassinado, descreve seu retorno ao local como “sufocante”. Aos 85 anos, ele celebra o sucesso do filme “Ainda Estou Aqui”, que retrata a ditadura militar e destaca a importância de lembrar esses eventos. Caldas, autor do livro “Tirando o Capuz”, publicado em 1981, […]

Álvaro Caldas, repórter que sofreu tortura no quartel onde Rubens Paiva foi assassinado, descreve seu retorno ao local como “sufocante”. Aos 85 anos, ele celebra o sucesso do filme “Ainda Estou Aqui”, que retrata a ditadura militar e destaca a importância de lembrar esses eventos. Caldas, autor do livro “Tirando o Capuz”, publicado em 1981, compartilha suas experiências como preso político e observa que o filme alcança um público que ele e outros sobreviventes não conseguiram atingir.

O filme, que foca na história de Eunice, esposa de Rubens Paiva, traz à tona os horrores da ditadura, incluindo sequestros e torturas. Caldas se identifica com a narrativa, lembrando de sua própria experiência de ser levado à força. Ele relata que, após ser libertado, ainda carrega marcas físicas e psicológicas da tortura, como problemas de visão e crises de ansiedade ao ouvir elevadores.

Caldas critica a falta de reconhecimento do quartel como um local de memória, enfatizando que muitos passam por ali sem saber do que ocorreu dentro. Ele participou de atos para exigir que o local seja valorizado como um museu da memória, lembrando que já esteve lá como prisioneiro e membro da Comissão da Verdade. Durante uma visita, ele guiou parlamentares pelos locais de tortura, revivendo momentos traumáticos de sua vida.

O repórter expressa esperança em relação à justiça, especialmente após a recente prisão de um general por crimes contra a democracia. Ele alerta sobre a necessidade de proteger a democracia brasileira, destacando que figuras como Jair Bolsonaro, defensor da tortura, representam um risco à memória e à justiça. Caldas menciona a nova perspectiva do ministro Dino sobre o desaparecimento como crime imprescritível, permitindo que famílias de desaparecidos políticos reabram investigações.

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