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Ciclistas enfrentam perigos nas ruas do Distrito Federal, apesar da malha cicloviária extensa

- O Distrito Federal possui 711,4 km de ciclovias, mas enfrenta alta mortalidade de ciclistas. - Em 2025, Tiago Gonçalves foi atropelado na BR-070, destacando a insegurança viária. - Especialistas pedem melhorias na infraestrutura e interligação das ciclovias. - A ONG Rodas da Paz critica a velocidade dos veículos e a falta de fiscalização. - O governo planeja construir mais 325 km de ciclovias para aumentar a segurança.

O Distrito Federal possui uma extensa malha cicloviária de 711,4 km, distribuídos em 31 regiões administrativas, segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob). Contudo, a segurança para ciclistas é uma preocupação crescente, com 13 mortes registradas entre janeiro e setembro de 2024. O primeiro dia de 2025 trouxe mais uma tragédia, com o atropelamento […]

O Distrito Federal possui uma extensa malha cicloviária de 711,4 km, distribuídos em 31 regiões administrativas, segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob). Contudo, a segurança para ciclistas é uma preocupação crescente, com 13 mortes registradas entre janeiro e setembro de 2024. O primeiro dia de 2025 trouxe mais uma tragédia, com o atropelamento do farmacêutico Tiago Gonçalves de Oliveira, de 38 anos, na BR-070.

Ana Carboni, da ONG Rodas da Paz, destacou que a falta de segurança viária é a principal ameaça aos ciclistas. Ela enfatizou que as velocidades nas vias são incompatíveis com a vida, gerando medo entre os ciclistas. Entre 24 de dezembro de 2024 e 6 de janeiro de 2025, ocorreram 11 atropelamentos, resultando em cinco mortes. Carboni defende a necessidade de medidas de fiscalização e redução de velocidade nas vias para garantir a segurança.

Miguel Videl, ciclista e coordenador do grupo Pedal Seguro, apontou a falta de respeito dos motoristas como um problema significativo. Ele acredita que a conscientização e a educação no trânsito são essenciais para promover o respeito mútuo entre motoristas, ciclistas e pedestres. Maurício dos Santos, que pedala na Cidade Estrutural, relatou a insegurança ao compartilhar a pista com veículos, ressaltando a ausência de ciclovias.

O secretário-executivo do Instituto Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos, Wesley Ferro Nogueira, afirmou que é necessário priorizar o transporte ativo e público. Ele criticou a predominância do transporte individual motorizado no DF e ressaltou a importância de uma malha cicloviária interligada e segura. O titular da Semob, Zeno Gonçalves, anunciou o programa Vai de Bike, que visa ampliar as ciclovias em 325 km, totalizando mais de mil km na capital.

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