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Finatec é uma das ONGs com repasses bloqueados por falta de transparência, diz Dino

- A Finatec teve repasses suspensos por falta de transparência, segundo o STF. - A Controladoria-Geral da União (CGU) analisou 30 ONGs e encontrou irregularidades. - O superintendente Gustavo Condeixa afirmou que a instituição foi pega de surpresa. - A UnB reafirmou seu compromisso com a gestão responsável de recursos públicos. - A Finatec já tomou medidas para melhorar a transparência em seu portal.

A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), vinculada à Universidade de Brasília, teve repasses de emendas parlamentares suspensos por falta de transparência, conforme decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade recebeu R$ 6.617.942,57 entre 2 de fevereiro e 21 de dezembro de 2024 e foi uma das 30 instituições […]

A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), vinculada à Universidade de Brasília, teve repasses de emendas parlamentares suspensos por falta de transparência, conforme decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade recebeu R$ 6.617.942,57 entre 2 de fevereiro e 21 de dezembro de 2024 e foi uma das 30 instituições analisadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou que treze ONGs não apresentaram as informações necessárias.

A CGU determinou uma nova análise das entidades que não forneceram a transparência adequada, com um relatório técnico a ser apresentado em até 60 dias. A auditoria inicial focou nas organizações que receberam os maiores valores de emendas parlamentares em 2024, revelando que a falta de critérios objetivos poderia indicar irregularidades, como no caso da Finatec. O superintendente da fundação, Gustavo Condeixa, expressou surpresa com a suspensão e destacou que a Finatec é contratada pela UnB e IFB para gestão, não sendo receptora direta de emendas.

Condeixa afirmou que a fundação já tomou medidas para melhorar a transparência em seu portal, embora reconheça que não era possível identificar claramente as emendas e seus respectivos relatores. Ele espera que a nova auditoria confirme a regularização da situação, que atualmente mantém os repasses suspensos. A Finatec busca resolver as pendências até meados de fevereiro para não comprometer as pesquisas em andamento.

A Universidade de Brasília também se manifestou, reafirmando seu compromisso com a gestão transparente e responsável dos recursos públicos. A instituição informou que está atenta às recomendações do STF e que já forneceu informações sobre as fontes de financiamento de projetos, visando atualizar seus portais de transparência. Após a determinação de Dino, a Finatec publicou um comunicado enfatizando sua atuação em prol da pesquisa científica e as providências internas adotadas para ampliar a divulgação de informações em seu site.

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