Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, divulgada na terça-feira (21), revela que os eleitores do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentam divergências significativas em relação à identidade de gênero, mas posições mais próximas sobre a justiça criminal. O levantamento, realizado entre 4 e 13 de novembro de 2024, ouviu 1.185 brasileiros com […]
Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, divulgada na terça-feira (21), revela que os eleitores do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentam divergências significativas em relação à identidade de gênero, mas posições mais próximas sobre a justiça criminal. O levantamento, realizado entre 4 e 13 de novembro de 2024, ouviu 1.185 brasileiros com 18 anos ou mais. Os temas abordados incluem posse de armas, família e casamento, religião e política, imigração, população negra e mulheres na sociedade.
No que diz respeito à identidade de gênero, 70% dos eleitores de Bolsonaro acreditam que “ser homem ou mulher depende exclusivamente do sexo atribuído no nascimento”, enquanto apenas 33% dos eleitores de Lula compartilham dessa visão, resultando em uma diferença de 37 pontos percentuais. Em contraste, sobre a justiça criminal, 80% dos bolsonaristas afirmam que a Justiça não é dura o suficiente com criminosos, em comparação a 77% dos lulistas, uma diferença de apenas três pontos percentuais.
A pesquisa também mostra que, em relação aos avanços das mulheres, 80% dos eleitores de Lula e 73% dos de Bolsonaro concordam que essas conquistas não ocorreram às custas dos homens. No tema da posse de armas, 69% dos eleitores de Lula acreditam que ter armas não aumenta a segurança, enquanto apenas 37% dos bolsonaristas compartilham dessa opinião, resultando em uma diferença de 32 pontos percentuais.
Comparando a polarização entre os eleitores brasileiros e americanos, a distância média entre os eleitores de Lula e Bolsonaro é de 19 pontos percentuais, enquanto entre os eleitores de Donald Trump e Kamala Harris essa diferença chega a 45 pontos percentuais. A pesquisa destaca que, em temas como identidade de gênero e posse de armas, a polarização nos Estados Unidos é ainda mais acentuada do que no Brasil.
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