A prisão e o indiciamento do delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Mikhail Rocha e Menezes, de 46 anos, levantam questões legais e emocionais para as três vítimas do ataque, incluindo uma enfermeira e uma empregada doméstica, que foram baleadas enquanto trabalhavam. O caso envolve temas como punições administrativas, indenizações e a possibilidade […]
A prisão e o indiciamento do delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Mikhail Rocha e Menezes, de 46 anos, levantam questões legais e emocionais para as três vítimas do ataque, incluindo uma enfermeira e uma empregada doméstica, que foram baleadas enquanto trabalhavam. O caso envolve temas como punições administrativas, indenizações e a possibilidade de auxílio-doença ou aposentadoria compulsória pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que serão analisados pela Justiça. Especialistas foram consultados para esclarecer as etapas judiciais que podem impactar tanto as vítimas quanto o acusado.
Mikhail enfrenta acusações de três tentativas de feminicídio, com agravante por ter cometido os crimes na presença de seu filho de sete anos. O inquérito permanece aberto na Corregedoria da PCDF, enquanto o delegado está internado em uma ala psiquiátrica do Hospital de Base. Apesar de sua condição, o juiz do Núcleo de Audiência de Custódia determinou sua prisão preventiva. Após a conclusão do inquérito, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) decidirá sobre a apresentação da denúncia.
As vítimas, Andréa Rodrigues Machado, de 40 anos, Oscelina Moura Neves de Oliveira, de 45 anos, e Priscila Pessoa, também de 45 anos, continuam internadas, com a saúde das duas últimas em estado delicado. Oscelina, que trabalhava sem carteira assinada na casa do casal, planeja processar judicialmente por danos materiais e morais, priorizando sua recuperação. O advogado Adilson Valentim destaca que, se Oscelina for contribuinte da Previdência, ela pode solicitar auxílio-doença e, se não puder trabalhar, aposentadoria compulsória.
A advogada Ana Izabel Gonçalves ressalta que o delegado pode ser responsabilizado civilmente, incluindo a obrigação de indenizar e cobrir os custos médicos das vítimas. A suspeita de que Mikhail tenha sofrido um surto durante os crimes pode levar à inimputabilidade, mas isso não o isenta de responsabilidades na esfera cível. O crime ocorreu em 16 de janeiro, quando Mikhail disparou contra sua esposa e a empregada em sua residência, e posteriormente atacou a enfermeira no Hospital Brasília, sendo preso em seguida com duas armas de fogo.
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