Durante a convenção republicana em Wisconsin e a posse de Donald Trump em Washington, o clima festivo contrastou com o frio intenso. Os seguidores do presidente, que se mostraram sorridentes e simpáticos, demonstraram interesse em interagir com jornalistas, incluindo aqueles do Brasil. Muitos estavam vestidos com itens icônicos relacionados a Trump, como se fossem fãs […]
Durante a convenção republicana em Wisconsin e a posse de Donald Trump em Washington, o clima festivo contrastou com o frio intenso. Os seguidores do presidente, que se mostraram sorridentes e simpáticos, demonstraram interesse em interagir com jornalistas, incluindo aqueles do Brasil. Muitos estavam vestidos com itens icônicos relacionados a Trump, como se fossem fãs de uma banda de rock ou de um atleta famoso.
Entretanto, essa mesma base de apoio é a que defende a deportação de imigrantes em situação irregular nos Estados Unidos, sem demonstrar compaixão. Uma seguidora, que usava um boné do “Maga” com os números 45 e 47, relatou ter perdido 32 amigos no Facebook ao assumir sua posição política. Ela, que vem de Long Island, expressou um sentimento de isolamento e receio ao usar vestimentas que a identificassem como apoiadora de Trump.
A mulher afirmou que esta foi a primeira vez que se sentiu à vontade para usar o boné sem medo de críticas. Em Manhattan, é raro encontrar pessoas exibindo símbolos do trumpismo, especialmente após a vitória de 2016. A hostilidade que ela enfrenta, no entanto, é insignificante em comparação ao temor que imigrantes e suas famílias sentem em relação à deportação.
Essas interações revelam um paradoxo entre a celebração do apoio a Trump e a falta de empatia por aqueles que enfrentam dificuldades. O contraste entre a alegria dos seguidores e a realidade dos imigrantes destaca as divisões sociais e políticas presentes nos Estados Unidos.
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