A possibilidade de uma federação entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT) está gerando tensões internas, especialmente em relação ao ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes. Com as eleições de 2026 em vista, dirigentes do PDT estão em conversas com o PV e o PSB para encontrar alternativas que ajudem a […]
A possibilidade de uma federação entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT) está gerando tensões internas, especialmente em relação ao ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes. Com as eleições de 2026 em vista, dirigentes do PDT estão em conversas com o PV e o PSB para encontrar alternativas que ajudem a superar a cláusula de barreira. No entanto, essa movimentação contrasta com a postura de Ciro, que se posiciona como opositor ao PT, especialmente após romper com seu irmão, o senador Cid Gomes, em 2023.
Ciro, que não possui mandato e enfrenta um desgaste de imagem desde as eleições de 2022, pode deixar o PDT caso o partido se una ao PT ou a outros aliados do governo federal. Pessoas próximas a ele afirmam não ter conhecimento das negociações em curso. O controle do PDT está nas mãos do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, e do presidente interino, André Figueiredo. Eduardo Bismarck, secretário de Turismo do Ceará, observa que a ausência de uma candidatura deixa Ciro em uma posição confortável, mas sua inatividade política pode não ser sustentável.
A federação com o PT ainda é incerta, pois a diferença de tamanho entre os partidos pode reduzir a influência do PDT. O partido enfrenta uma crise em seu reduto histórico, o Ceará, onde nas eleições municipais de 2024 elegeu apenas cinco prefeitos, em comparação com os 67 de 2020. O atual prefeito de Fortaleza, José Sarto, ficou em terceiro lugar na reeleição, um marco negativo para a sigla. O PSB se beneficiou dessa situação, atraindo prefeitos que antes eram do PDT.
Ciro também tem se aproximado da direita, o que gera desconforto na direção do PDT. Durante as eleições municipais em Fortaleza, o partido optou pela neutralidade, mas aliados de Ciro apoiaram um candidato de direita. Se a federação com o PT se concretizar, Ciro pode não ser o único a deixar o PDT; Roberto Cláudio, cotado para o Senado pelo PL em 2026, também pode seguir o mesmo caminho. As lideranças do PL no Ceará, André Fernandes e Carmelo Neto, são jovens demais para concorrer ao Senado, o que pode influenciar a dinâmica política local.
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