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EUA suspendem ajuda externa, exceto para Israel e Egito, em revisão de políticas

- O secretário de Estado, Marco Rubio, suspendeu ajuda externa dos EUA, exceto para Israel e Egito. - A medida visa revisar políticas de assistência internacional, afetando bilhões em contratos. - Projetos em países como Ucrânia foram paralisados, incluindo saúde e educação. - O congelamento pode deixar centenas de contratos no limbo por até 85 dias. - Israel e Egito continuam recebendo financiamento militar significativo, totalizando US$ 4,6 bilhões anuais.

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira, 24, a suspensão de quase toda a ajuda externa do país, exceto para Israel e Egito. O memorando interno, ao qual a AFP teve acesso, determina que nenhum novo fundo será alocado até que as propostas de concessão ou prorrogação sejam revisadas e […]

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira, 24, a suspensão de quase toda a ajuda externa do país, exceto para Israel e Egito. O memorando interno, ao qual a AFP teve acesso, determina que nenhum novo fundo será alocado até que as propostas de concessão ou prorrogação sejam revisadas e aprovadas, em conformidade com a agenda do presidente Donald Trump.

A decisão visa permitir uma revisão dos programas de assistência internacional, avaliando sua compatibilidade com as políticas atuais da administração. Essa suspensão afeta contratos de assistência que somam mais de US$ 70 bilhões no ano fiscal de 2022, abrangendo diversas nações. O período de revisão pode durar até 85 dias, deixando muitos projetos em um estado de incerteza.

O Departamento de Estado também emitiu uma ordem de “parada de trabalho” para toda a assistência estrangeira, conforme o memorando. Funcionários foram instruídos a garantir que, na medida do possível, nenhuma nova obrigação seja feita para assistência externa. Projetos em andamento, como suporte a escolas e assistência à saúde, foram interrompidos, incluindo cuidados maternos e vacinação infantil.

Rubio fez exceções para assistência alimentar de emergência e para o financiamento militar de Israel e Egito, que recebem anualmente US$ 3,3 bilhões e US$ 1,3 bilhão, respectivamente. A medida ocorre em um contexto de crescente ajuda humanitária na Faixa de Gaza, após um cessar-fogo entre Israel e o grupo militante Hamas.

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