O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, filiado ao Republicanos, afirmou que o partido valoriza a “democracia interna”. Em meio a um cenário de disputas internas, a legenda se prepara para conquistar a presidência da Câmara com Hugo Motta, mas enfrenta descontentamento de grupos religiosos da “velha guarda” que pedem maior participação nas […]
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, filiado ao Republicanos, afirmou que o partido valoriza a “democracia interna”. Em meio a um cenário de disputas internas, a legenda se prepara para conquistar a presidência da Câmara com Hugo Motta, mas enfrenta descontentamento de grupos religiosos da “velha guarda” que pedem maior participação nas decisões políticas. Costa Filho, que é o único ministro do Republicanos no governo Lula, declarou não estar ciente de divisões internas, enfatizando que “nunca houve mistura entre partido e igreja”.
O Republicanos, que conta com apoio ao governo no Congresso, está em negociações para ampliar sua influência na Esplanada, com a expectativa de conquistar ministérios como Minas e Energia e Agricultura. Além disso, há conversas sobre a possibilidade de assumir o ministério de Relações Institucionais, atualmente sob a responsabilidade do petista Alexandre Padilha. Costa Filho, embora não participe diretamente dessas discussões, defende a importância do partido, ressaltando seu papel nas reformas trabalhista e tributária.
O ministro destacou que o Republicanos, apesar de abrigar figuras do bolsonarismo, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se posiciona como um partido do centro democrático. Ele acredita que a pluralidade da bancada, composta por representantes de diversas ideologias, é um ativo importante. “A maioria dos deputados federais não é da igreja”, afirmou, sublinhando a diversidade dentro da legenda.
Costa Filho também mencionou o crescimento do partido, que passou de oito para 44 deputados federais em menos de dez anos, com a expectativa de que esse número ultrapasse 50 em breve. Ele acredita que a liderança de Marcos Pereira marca um novo momento para o Republicanos, que busca expandir sua bancada e influência política nos próximos meses.
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