O general da reserva e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, Walter de Souza Braga Netto, completou 40 dias de prisão preventiva sem ser convocado para depor na Polícia Federal sobre a suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. Ele foi detido em 14 de dezembro de 2024 por ordem do ministro Alexandre […]
O general da reserva e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, Walter de Souza Braga Netto, completou 40 dias de prisão preventiva sem ser convocado para depor na Polícia Federal sobre a suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. Ele foi detido em 14 de dezembro de 2024 por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, sendo o primeiro general de quatro estrelas a ser preso no Brasil. A Polícia Federal investiga sua tentativa de obstruir a apuração ao contatar o pai de Mauro Cid em busca de informações sobre a delação do filho.
Até o momento, Braga Netto não recebeu intimação para prestar depoimento. Sua defesa teve acesso aos documentos do inquérito na última sexta-feira, 24 de janeiro. Antes da prisão, ele foi ouvido em fevereiro de 2024, mas permaneceu em silêncio. Após a detenção, trocou de advogado e solicitou novo depoimento. O general está em uma cela adaptada no quartel do chefe de Estado-Maior da 1ª Divisão do Exército, no Rio, com condições de conforto, podendo receber visitas restritas.
A prisão de Braga Netto será reavaliada após 90 dias, conforme o Código de Processo Penal, que também estipula prazos para a conclusão do inquérito e apresentação de denúncia pelo Ministério Público. Embora não haja um prazo fixo para a PF ouvir depoimentos, é comum que isso ocorra antes da finalização das investigações, que podem ser prorrogadas. A investigação sobre a tentativa de golpe segue sob sigilo, e a PF já apresentou um relatório final, mas um relatório complementar ainda é esperado.
Braga Netto foi indiciado junto com Bolsonaro e outras 35 pessoas, sob suspeita de organização criminosa e tentativa de golpe de Estado. O comandante do Exército, Tomás Paiva, planeja visitar o general, embora a data ainda não tenha sido definida. A investigação revela que Braga Netto teria articulado ataques ao comandante em 2022, com ordens para disparar mensagens que visavam denegrir sua reputação, insinuando vínculos com o PT.
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