Treze turistas e dois guias foram notificados pela fiscalização ambiental após entrarem ilegalmente na Gruta da Lagoa Azul, em Nobres, a 151 km de Cuiabá. A gruta está interditada desde 2002 devido à degradação da área. O incidente ocorreu na última quinta-feira (23) e ganhou destaque nas redes sociais após a divulgação de imagens do […]
Treze turistas e dois guias foram notificados pela fiscalização ambiental após entrarem ilegalmente na Gruta da Lagoa Azul, em Nobres, a 151 km de Cuiabá. A gruta está interditada desde 2002 devido à degradação da área. O incidente ocorreu na última quinta-feira (23) e ganhou destaque nas redes sociais após a divulgação de imagens do grupo. Durante a fiscalização, os turistas alegaram que estavam realizando turismo com a orientação de guias locais.
A gerência do Parque Estadual Lagoa Azul registrou um boletim de ocorrência sobre a visitação ilegal e destacou que a ação é parte de um esforço para aumentar a fiscalização na região, visando coibir a frequente visitação irregular. As autoridades pedem que moradores e turistas respeitem as restrições de acesso e aguardem a conclusão das obras necessárias para a reabertura do local. Em março de 2024, denúncias sobre guias clandestinos promovendo passeios irregulares já haviam sido registradas.
A Lagoa Azul, conhecida por suas águas cristalinas, foi fechada por determinação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e está sob a responsabilidade da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). O fechamento visa preservar o meio ambiente e evitar danos futuros, enquanto o município de Nobres, em parceria com o Estado, realiza obras de manejo na área. A presidente do Conselho de Turismo de Nobres, Marcy dos Reis, afirmou que a falta de controle e a ação de guias clandestinos agravam a situação.
A Sema alerta para os riscos de acidentes na gruta, que é de difícil acesso e não possui estrutura para receber turistas. A interdição foi estabelecida para conter o “turismo descontrolado e predatório”, e a fiscalização foi intensificada para monitorar as áreas mais vulneráveis. A Lagoa Azul é um dos principais atrativos naturais da região, mas a falta de controle na visitação ameaça sua conservação.
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