A insegurança alimentar em América Latina e Caribe apresentou uma leve melhora em 2023, com cerca de 20 milhões de pessoas superando a fome em comparação a 2022. Apesar de ser a única região do mundo a reduzir esses índices, 41 milhões ainda enfrentam a fome, e 187,6 milhões não têm acesso regular a alimentos […]
A insegurança alimentar em América Latina e Caribe apresentou uma leve melhora em 2023, com cerca de 20 milhões de pessoas superando a fome em comparação a 2022. Apesar de ser a única região do mundo a reduzir esses índices, 41 milhões ainda enfrentam a fome, e 187,6 milhões não têm acesso regular a alimentos adequados. O relatório da FAO e outras agências da ONU destaca que a região, rica em produção agrícola, enfrenta desafios devido à alta desigualdade e ao custo elevado de uma dieta saudável.
O impacto das mudanças climáticas é um fator crucial na insegurança alimentar. Eventos climáticos extremos, como secas e inundações, afetam a produção e distribuição de alimentos, resultando em preços mais altos e menor acesso a dietas saudáveis. Cerca de 20 países na região estão altamente expostos a esses eventos, e 14 são considerados vulneráveis, o que agrava a situação da fome. O relatório enfatiza a necessidade de fortalecer a resiliência climática dos sistemas alimentares.
Os pequenos agricultores, que representam um terço da produção global de alimentos, são os mais afetados pelas mudanças climáticas. Para melhorar sua capacidade de adaptação, é essencial garantir acesso a tecnologias, informações climáticas e financiamento. O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) busca aumentar a produtividade rural e promover práticas agrícolas sustentáveis, como a agrofloresta e a diversificação de cultivos.
A malnutrição e a obesidade infantil também são preocupações emergentes, com 27,7% da população não podendo arcar com uma dieta saudável. Especialistas pedem ações urgentes para mitigar os impactos climáticos e fortalecer os sistemas agrícolas. A falta de investimento em áreas rurais é um obstáculo, já que apenas 0,8% da financiamento climático global chega a pequenos agricultores. A diversificação e o uso de sementes nativas são fundamentais para promover a segurança alimentar e a resiliência climática na região.
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