Na manhã desta terça-feira, 28 de janeiro, os Ministérios Públicos do Distrito Federal (MPDFT) e de Goiás (MPGO) desencadearam uma operação para desmantelar uma organização criminosa que atuava na Secretaria de Saúde de Nerópolis (GO) desde 2017. A ação, liderada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu 22 mandados de […]
Na manhã desta terça-feira, 28 de janeiro, os Ministérios Públicos do Distrito Federal (MPDFT) e de Goiás (MPGO) desencadearam uma operação para desmantelar uma organização criminosa que atuava na Secretaria de Saúde de Nerópolis (GO) desde 2017. A ação, liderada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu 22 mandados de busca e apreensão em Nerópolis, Goiânia, Jataí e Brasília, com autorização da 2ª Vara das Garantias de Goiânia. As investigações revelaram que a organização era chefiada por uma servidora pública responsável pela dispensa de licitações em diversas áreas da saúde.
Os promotores identificaram que os empresários contratados não possuíam a qualificação técnica necessária e tinham laços familiares ou de amizade com a servidora. Um caso notável envolveu uma investigada analfabeta que venceu uma concorrência para prestar serviços de representação do município junto à central de medicamentos, com indícios de que os serviços não foram realizados, prejudicando a população local. Os crimes apurados incluem organização criminosa, frustração do caráter competitivo de licitações, entre outros.
Simultaneamente, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) realizou uma megaoperação contra uma empresa do Distrito Federal, investigando irregularidades em contratos de reforma e manutenção de 26 prédios públicos em Goiás. A operação, chamada “Obra Simulada”, revelou que a empresa recebeu pagamentos antecipados sem a execução dos serviços, além de indícios de superfaturamento. O prejuízo estimado ao erário é de cerca de R$ 10 milhões, sem contar edificações demolidas que não foram reconstruídas.
Até o momento, a operação resultou na prisão de oito pessoas e na execução de mandados de busca e apreensão em várias localidades. As investigações da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (DECCOR) indicam um esquema fraudulento para burlar procedimentos legais de contratação, favorecendo empresas específicas e agentes públicos. A PCGO também apura indícios de lavagem de dinheiro, com conexões financeiras suspeitas entre a empresa investigada e outras ligadas a familiares do sócio.
Entre na conversa da comunidade