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Ministério Público de São Paulo esclarece ação que não visa ‘laicização’ da Canção Nova

- O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) atua em ação civil sobre a Fundação João Paulo II. - A promotoria afirma que a ação visa garantir a autonomia da fundação, não a laicização. - O Padre Wagner Ferreira criticou a ação, alegando ameaça à evangelização da instituição. - A fundação, criada em mil novecentos e oitenta e dois, é presidida pelo Padre Wagner. - A polêmica mobilizou figuras políticas da direita em defesa da Canção Nova.

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) emitiu uma nota nesta terça-feira sobre uma ação civil pública que gerou polêmica nas redes sociais, solicitando a intervenção na Fundação João Paulo II, que mantém a Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP). A promotoria esclareceu que as alegações de que a ação visa promover a “laicização” da […]

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) emitiu uma nota nesta terça-feira sobre uma ação civil pública que gerou polêmica nas redes sociais, solicitando a intervenção na Fundação João Paulo II, que mantém a Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP). A promotoria esclareceu que as alegações de que a ação visa promover a “laicização” da entidade são infundadas. O pedido, feito pela promotora Marcela Agostinho Gomes Ilha, busca garantir a autonomia da fundação, promovendo boas práticas de governança para que a instituição continue a cumprir seu estatuto.

A nota do MP-SP enfatiza que a ação não se relaciona com questões de fé ou com o trabalho benemérito da fundação, que foi criada em 1982 pelo Monsenhor Jonas Abib e é presidida atualmente pelo Padre Wagner Ferreira da Silva. O órgão destacou a importância de permitir que a Justiça atue de forma técnica e tranquila. A ação, ajuizada na semana passada, aponta que a fundação estaria desviando de sua finalidade, favorecendo os interesses da Comunidade Canção Nova.

Em resposta, o Padre Wagner publicou um vídeo no qual critica o MP-SP, afirmando que a ação civil ameaça a missão de evangelização da fundação. Ele defendeu que a entidade não deve se transformar em uma promotora de políticas públicas, mas sim continuar seu papel de evangelização. O padre anunciou que tomará medidas legais para proteger a Fundação João Paulo II e sua missão.

A proposta de tornar a fundação uma entidade laica gerou reações de lideranças da direita e de veículos de comunicação alinhados a esse grupo. Entre os apoiadores da fundação estão o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) e a vereadora Zoe Martínez (PL-SP), que se manifestaram em defesa da mantenedora da Canção Nova.

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