O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE) anunciou, nesta quarta-feira, 29, a formação de um grupo de trabalho (GT) em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. O objetivo é trocar informações sobre os brasileiros deportados e melhorar a operacionalização dos voos de deportação, assegurando “a segurança e o tratamento digno e […]
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE) anunciou, nesta quarta-feira, 29, a formação de um grupo de trabalho (GT) em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. O objetivo é trocar informações sobre os brasileiros deportados e melhorar a operacionalização dos voos de deportação, assegurando “a segurança e o tratamento digno e respeitoso dos passageiros”. A criação do GT permitirá uma linha direta de comunicação para acompanhamento em tempo real dos voos.
A decisão foi tomada após a deportação de oitenta e oito brasileiros, que enfrentaram condições adversas durante o voo, incluindo algemas e relatos de agressões por parte de agentes americanos. O governo brasileiro anunciou a instalação de um posto de acolhimento humanitário no Aeroporto Internacional de Confins, em Minas Gerais, para receber os deportados, uma vez que este terminal tem sido o destino dos voos fretados pelos EUA.
O episódio gerou uma crise diplomática, levando o Ministério da Justiça a ordenar a retirada das algemas ao chegarem ao Brasil, considerando a situação um “flagrante desrespeito aos direitos fundamentais”. O governo brasileiro convocou o representante da embaixada dos EUA para prestar esclarecimentos e evitar recorrências.
Na terça-feira, 28, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, descreveu o tratamento dado aos deportados como “trágico” e enfatizou que o Brasil exigirá requisitos mínimos de dignidade para os cidadãos deportados. A mobilização do governo reflete a preocupação com a proteção dos direitos dos brasileiros no exterior.
Entre na conversa da comunidade