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Operação Conexão Perdida desmantela esquema de lavagem de R$ 43 milhões na Maré

- A operação "Conexão Perdida" visa desmantelar esquema de lavagem de R$ 43 milhões. - Dez pessoas foram presas, incluindo Gisele Lube, envolvida na quadrilha. - Criminosos extorquem até R$ 10 mil de empresas para operar em áreas controladas. - Grupo possui contas em "banco paralelo" e casa lotérica para ocultar valores. - A ação reflete esforço conjunto entre polícias do Rio e Espírito Santo contra facções.

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Na manhã desta quarta-feira, 29 de janeiro de 2024, as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, em colaboração com agentes do Espírito Santo, iniciaram a operação Conexão Perdida no Complexo da Maré. A ação visa desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro e extorsão ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP), que movimentou mais […]

Na manhã desta quarta-feira, 29 de janeiro de 2024, as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, em colaboração com agentes do Espírito Santo, iniciaram a operação Conexão Perdida no Complexo da Maré. A ação visa desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro e extorsão ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP), que movimentou mais de R$ 43 milhões em um ano. Os criminosos, que utilizam as favelas para expandir suas operações, impõem mensalidades de até R$ 10 mil a empresas de serviços essenciais, como internet e gás.

A operação resultou na prisão de dez pessoas, incluindo Gisele Lube, uma das principais integrantes do grupo, que movimentou R$ 27 milhões sozinha. O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, destacou que os criminosos escolhem indivíduos com CPF limpo para ocultar suas atividades financeiras. Além disso, foram apreendidos quatro fuzis durante a ação, que também cumpriu mandados em outras áreas do Rio e no Espírito Santo.

As investigações começaram em novembro de 2023, após a prisão do traficante Luan Gomes de Faria, conhecido como um dos chefes do TCP. Seu irmão, Bruno Gomes de Faria, permanece foragido e é considerado um alvo prioritário da operação. A polícia acredita que Bruno se refugiou no Complexo da Maré após a prisão de Luan, e sua liderança é vista como crucial para a operação do grupo no estado.

O governador do Rio, Cláudio Castro, afirmou que a operação é parte de um esforço coordenado para combater o crime organizado que transcende fronteiras estaduais. Ele enfatizou que o objetivo é desarticular redes criminosas que ameaçam a segurança pública e enfraquecer financeiramente as facções. O subsecretário de Inteligência do Espírito Santo, Romualdo Gianordoli Neto, corroborou a magnitude das operações do TCP, que não apenas lavam dinheiro do tráfico local, mas também de suas atividades em Vitória.

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