A partir desta semana, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) implementou um sistema de recompensas para quem fornecer informações que levem à prisão de dois autores de feminicídio, ocorridos em 2016 e 2017. As recompensas foram anunciadas no Diário Oficial do Distrito Federal e têm validade de cinco anos a partir da […]
A partir desta semana, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) implementou um sistema de recompensas para quem fornecer informações que levem à prisão de dois autores de feminicídio, ocorridos em 2016 e 2017. As recompensas foram anunciadas no Diário Oficial do Distrito Federal e têm validade de cinco anos a partir da publicação. A decisão foi tomada após reunião da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios (CTMHF) e atende a um pedido dos delegados responsáveis pelos casos.
O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, destacou que esse sistema é um recurso raro, utilizado apenas em investigações onde há necessidade de apoio da população. Ele ressaltou que o Distrito Federal possui altos índices de resolução de homicídios e feminicídios, e a participação da comunidade será feita de forma sigilosa. Outros estados, como Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo, já utilizam esse mecanismo com sucesso.
A medida foi instituída pela lei distrital 6.242, que permite o uso do Fundo de Segurança Pública do Distrito Federal (FuspDF) para financiar as recompensas. Os valores serão destinados a crimes específicos, incluindo aqueles considerados hediondos e crimes contra a administração pública. Para a concessão da recompensa, o delegado responsável deve solicitar a autorização do delegado-geral da Polícia Civil, que encaminhará ao secretário de Segurança Pública para avaliação.
O coordenador da CTMHF, Marcelo Zago, afirmou que a iniciativa é crucial para garantir que todos os crimes de feminicídio tenham respostas efetivas. O policial da Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do DF, Lúcio Valente, enfatizou a importância do sigilo durante todo o processo. Informações sobre os procurados podem ser enviadas à PCDF através do Disque-denúncia pelo telefone 197, WhatsApp, e-mail ou pessoalmente em qualquer delegacia.
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