A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) expressou sua insatisfação com o Ibama e a Petrobras em relação à iminente aprovação da exploração de petróleo na Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. A organização critica a falta de consulta pública às comunidades locais durante o processo decisório, destacando a insegurança da […]
A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) expressou sua insatisfação com o Ibama e a Petrobras em relação à iminente aprovação da exploração de petróleo na Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. A organização critica a falta de consulta pública às comunidades locais durante o processo decisório, destacando a insegurança da população e os potenciais danos irreversíveis ao meio ambiente.
A Conaq ressalta que suas preocupações foram ignoradas, citando uma nota publicada recentemente que pede esclarecimentos sobre os impactos da exploração. O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, afirmou em entrevistas que a Petrobras apresentou toda a documentação necessária e que a licença para a exploração está próxima de ser concedida. A nota da Conaq enfatiza que os moradores quilombolas permanecem inseguros quanto às consequências da atividade.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou à Folha de S. Paulo que o Ibama deve autorizar o projeto, enquanto Agostinho indicou ao Valor Econômico que a licença pode ser emitida apenas após março. O governo federal defende a exploração como uma medida necessária para garantir a reposição de reservas e reduzir a dependência de importações de petróleo.
A Petrobras, por sua vez, argumenta que a liberação da exploração é crucial para a sustentabilidade do setor energético nacional. A situação gera um debate acirrado sobre os direitos das comunidades afetadas e a preservação ambiental na região.
Entre na conversa da comunidade