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Pais denunciam negligência do Hospital Brasília após morte de bebê de 33 horas

- Pais de Ana Raquel alegam negligência médica no Hospital Brasília após morte. - Hospital já enfrentou acusações semelhantes em outro caso de morte de paciente. - Ação judicial pede R$ 500 mil por danos morais e materiais à unidade hospitalar. - Família relata atrasos em exames e assistência, agravando a condição da bebê. - Hospital defende-se, alegando que a condição da recém-nascida era grave desde o pré-natal.

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Os pais de uma recém-nascida, que faleceu com apenas 33 horas de vida, acusam o Hospital Brasília de negligência médica. A família relatou que a bebê, Ana Raquel, morreu após a retirada de dieta zero sem justificativa e atrasos na realização de exames. O casal, a professora Lia de Aquino e o músico Paulo Guimarães, […]

Os pais de uma recém-nascida, que faleceu com apenas 33 horas de vida, acusam o Hospital Brasília de negligência médica. A família relatou que a bebê, Ana Raquel, morreu após a retirada de dieta zero sem justificativa e atrasos na realização de exames. O casal, a professora Lia de Aquino e o músico Paulo Guimarães, afirma que a unidade hospitalar falhou em momentos críticos antes do falecimento da criança, que nasceu em 21 de junho de 2024, e não apresentou intercorrências após o parto, apesar de ter sido diagnosticada com Síndrome de Cimitarra.

O hospital já havia sido acusado de negligência em outro caso, envolvendo Miguel Fernandes Brandão, que morreu após complicações de uma infecção bacteriana. No caso de Ana Raquel, a equipe médica inicialmente prescreveu dieta zero até a realização de uma angiotomografia. Após a liberação de uma pequena quantidade de leite, a bebê começou a chorar incessantemente. O pai relatou que a enfermeira minimizou a situação, atribuindo o choro a “manha” ou gases, e que a criança ficou sem assistência por mais de 30 minutos.

Quando a mãe chegou à UTI Neonatal, encontrou a filha em estado crítico, com as unhas pretas e sem assistência médica adequada. Após a chamada de emergência, a médica tentou reanimar Ana Raquel, mas a criança já havia falecido, com diagnóstico de choque cardiogênico e cardiopatia congênita complexa. A família alega que a intervenção precoce poderia ter evitado a morte da bebê. Além disso, Lia de Aquino afirmou que não recebeu apoio psicológico após a confirmação da morte.

Os pais estão processando o hospital e a maternidade por R$ 500 mil em danos morais e materiais, alegando negligência. A defesa do Hospital Brasília argumenta que a bebê não suportou a transição da circulação fetal e que o quadro de saúde era grave desde o pré-natal. A unidade hospitalar expressou pesar pelo ocorrido e se colocou à disposição para esclarecimentos.

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