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Eleições de Motta e Alcolumbre marcam a saída do MDB do comando do Legislativo

- Hugo Motta e Davi Alcolumbre assumem liderança da Câmara e Senado, respectivamente. - MDB, antes dominante, não elege presidentes desde 2019 e ficará fora até 2027. - A perda de espaço do MDB é atribuída à ascensão de PL e PP na polarização política. - Cientistas políticos apontam que MDB enfrenta desafios devido à fragmentação e polarização. - Presidente do MDB, Baleia Rossi, acredita em crescimento da bancada até 2026.

A eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara e o retorno de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ao Senado marcam um afastamento significativo do MDB da liderança do Legislativo. O partido, que historicamente ocupou a presidência do Senado em 17 ocasiões e da Câmara em nove, não detém mais esses postos desde 2019 […]

A eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara e o retorno de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ao Senado marcam um afastamento significativo do MDB da liderança do Legislativo. O partido, que historicamente ocupou a presidência do Senado em 17 ocasiões e da Câmara em nove, não detém mais esses postos desde 2019 e deve permanecer à margem até 2027.

Especialistas apontam que a perda de influência do MDB está relacionada à diminuição de sua bancada nas eleições de 2018 e à perda da liderança no número de prefeitos, agora com o PSD. O cientista político Cláudio Couto destaca que a desidratação da bancada e a perda de lideranças nacionais, como Renan Calheiros, contribuíram para essa situação. O MDB, que outrora se destacava por sua capacidade de negociação, agora enfrenta a concorrência de partidos que oferecem apoio ao governo em troca de cargos.

Carlos Melo, do Insper, observa que o processo de perda de protagonismo começou durante o governo de Michel Temer e se intensificou sob Jair Bolsonaro. O MDB, que sempre buscou negociar com o Executivo para garantir recursos, viu partidos como PL e PP ocuparem seu espaço, especialmente após o impeachment de Dilma Rousseff. A polarização política entre lulismo e bolsonarismo também afetou o MDB, que tradicionalmente se posicionava no centro.

Atualmente, o MDB conta com 44 deputados, uma queda em relação aos 66 antes da eleição de 2018, e é a quinta maior bancada na Câmara. No Senado, possui 11 senadores, sendo a terceira maior força. O presidente do MDB, Baleia Rossi (MDB-SP), acredita que o partido já superou seu pior momento e projeta crescimento para 2026, destacando que a sigla aumentou sua bancada nas eleições municipais recentes.

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