A horta comunitária do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) cultiva alface, cenoura, couve, tomate, mandioca, quiabo, pimentão, beterraba e outros alimentos de forma orgânica. Dois custodiados cuidam das plantações e, a cada três dias de trabalho, têm um dia de pena reduzido, além de receberem remuneração da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap). Os […]
A horta comunitária do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) cultiva alface, cenoura, couve, tomate, mandioca, quiabo, pimentão, beterraba e outros alimentos de forma orgânica. Dois custodiados cuidam das plantações e, a cada três dias de trabalho, têm um dia de pena reduzido, além de receberem remuneração da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap). Os produtos são doados a instituições como a Casa de Apoio Artes e Sonhos e o Instituto de Inclusão Desenvolvimento Social e Promoção Social, beneficiando quem mais precisa.
O projeto, iniciado em 2022, visa ressocializar os participantes e foi interrompido em 2023, retornando em junho do mesmo ano. Os custodiados recebem orientação técnica e insumos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). A expectativa é que mais pessoas se juntem à equipe da horta em 2025. O diretor do CPP, Eduardo Moura Guerra, destaca que a horta promove a consciência social entre os reeducandos.
O custodiado J. M., de 45 anos, coordena as atividades da horta e relata que o contato com a terra é fundamental para sua saúde mental. Ele, que viveu na roça até 2000, vê a oportunidade como um recomeço e uma forma de evitar que outros passem fome. O programa Brasília Verde de Agricultura Urbana, da Emater-DF, incentiva a criação de hortas comunitárias, beneficiando também escolas e famílias em situação de vulnerabilidade.
O gerente de Agricultura Urbana da Emater-DF, Rogério Lúcio Vianna Júnior, explica que o projeto educa sobre a produção de alimentos saudáveis e seguros. A orientação técnica da Emater-DF é crucial para o sucesso da horta, com suporte em análise de solo e irrigação. Atualmente, o CPP abriga 1.530 custodiados, dos quais cerca de 1.100 trabalham com a Funap, enquanto outros participam de projetos de manutenção de equipamentos públicos.
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