Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Bancos comunitários promovem desenvolvimento econômico e social em diversas regiões do Brasil

- O Banco Palmas, fundado em 1998, é o primeiro banco comunitário do Brasil. - A recriação da Secretaria Nacional de Economia Solidária visa fortalecer finanças solidárias. - Moedas sociais, como a palma, promovem o comércio local e o desenvolvimento comunitário. - A experiência de Maricá com a moeda mumbuca mostra impactos positivos na economia local. - A regulamentação das moedas sociais pode expandir esse modelo em mais cidades brasileiras.

Em 1998, a comunidade do Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, fundou o Banco Palmas, o primeiro banco comunitário do Brasil, após obter um empréstimo de R$ 2 mil de uma ONG. O objetivo era criar uma moeda local, a palma, para estimular o comércio na região e evitar que os moradores gastassem seus recursos em estabelecimentos […]

Em 1998, a comunidade do Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, fundou o Banco Palmas, o primeiro banco comunitário do Brasil, após obter um empréstimo de R$ 2 mil de uma ONG. O objetivo era criar uma moeda local, a palma, para estimular o comércio na região e evitar que os moradores gastassem seus recursos em estabelecimentos externos. Apesar de enfrentar processos judiciais do Banco Central, a legalidade do banco foi reconhecida em 2000. Atualmente, existem 167 bancos comunitários no Brasil, segundo a pesquisadora Ariádne Scalfoni Rigo.

Esses bancos operam com moedas sociais, que são utilizadas para pagamentos e financiamentos, e devem ter paridade com o real. O professor Eduardo Diniz, da FGV, destaca que as instituições oferecem empréstimos a juros zero para necessidades básicas e microcréditos a juros baixos, contribuindo para a geração de empregos em áreas vulneráveis. O engenheiro Luiz Arthur Silva Faria ressalta que a possibilidade de trocar moeda social por reais é crucial para a adesão dos comerciantes.

Joaquim Melo, coordenador do Banco Palmas, relembra que a comunidade começou a se organizar para melhorar a economia local após identificar que gastava cerca de R$ 4 milhões mensalmente, com mais de 90% desse valor indo para fora do bairro. A experiência do banco Palmas inspirou a criação de novos bancos comunitários, especialmente após a criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária em 2003, que ajudou a disseminar essa prática.

Atualmente, iniciativas semelhantes estão sendo implementadas por prefeituras, como em Maricá, que criou a moeda social mumbuca para pagamento de benefícios sociais. O projeto aumentou a atividade econômica local e beneficiou 93 mil pessoas até o final de 2023. Apesar dos avanços, desafios como a regulamentação das moedas sociais e a necessidade de evitar a captura política dos projetos permanecem. A recriação da Senaes em 2023 pode impulsionar ainda mais os bancos comunitários e as moedas sociais no Brasil.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais