Moradores da Grande São Paulo enfrentam interrupções frequentes no fornecimento de água há cerca de dois meses, especialmente em áreas como Butantã, Guarapiranga e Embu das Artes. Durante o intenso calor do verão, que frequentemente ultrapassa os 30°C, a situação se agrava, com relatos de dias sem água para atividades básicas, como tomar banho e […]
Moradores da Grande São Paulo enfrentam interrupções frequentes no fornecimento de água há cerca de dois meses, especialmente em áreas como Butantã, Guarapiranga e Embu das Artes. Durante o intenso calor do verão, que frequentemente ultrapassa os 30°C, a situação se agrava, com relatos de dias sem água para atividades básicas, como tomar banho e lavar louça.
Karin Mickenhagen, residente do Butantã, descreve a dificuldade enfrentada: “A pressão é tão baixa que o chuveiro não fica quente”, obrigando os moradores a se adaptarem a banhos frios. Sinara Aiolfe, empresária da região, também compartilha sua experiência, mencionando que “na semana retrasada, nós ficamos quatro dias sem água” e que a água recebida estava escura, inadequada para o uso.
O professor de física Leonardo Crochik critica a falta de respostas da Sabesp, afirmando que a empresa alega “manutenção emergencial” toda semana, o que, segundo ele, não é um imprevisto. A insatisfação dos moradores é evidente, com muitos utilizando galões de água para suas necessidades diárias.
Em resposta, a Sabesp informou que enviará equipes para investigar a situação e reconheceu que o aumento do consumo de água devido ao calor tem afetado a recuperação dos reservatórios, resultando em instabilidade no fornecimento. A empresa lamentou os transtornos e enfatizou a importância do uso consciente da água.
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