A esperada volta dos moradores da cidade síria de Tel Rifaat, deslocados desde 2014, enfrenta uma dura realidade marcada por cicatrizes de guerra e ruas repletas de escombros. A cidade, um ponto crítico no conflito entre as forças curdas sírias e grupos armados apoiados pela Turquia, sofreu com anos de combates e fortificações militares. Desde […]
A esperada volta dos moradores da cidade síria de Tel Rifaat, deslocados desde 2014, enfrenta uma dura realidade marcada por cicatrizes de guerra e ruas repletas de escombros. A cidade, um ponto crítico no conflito entre as forças curdas sírias e grupos armados apoiados pela Turquia, sofreu com anos de combates e fortificações militares. Desde o início da guerra civil em 2011, Tel Rifaat passou por ciclos de luta e deslocamento, sendo controlada por forças curdas em 2016, o que resultou na saída da maioria de sua população.
Após a ofensiva relâmpago de rebeldes sírios que depuseram o presidente Bashar Assad, em dezembro, os rebeldes apoiados pela Turquia tomaram Tel Rifaat das Forças Democráticas Sírias (SDF). Aqueles que retornaram à cidade descobriram uma vasta rede de túneis subterrâneos, supostamente escavados durante o controle da SDF, que agora enfraquecem as estruturas acima, dificultando ainda mais a reconstrução da área.
As famílias que voltaram encontraram suas casas em estado de abandono, com portas pendendo de dobradiças quebradas e paredes marcadas pelo descaso. Os lares foram despojados de itens essenciais, como fiação, encanamento e móveis, evidenciando a pressa das partidas. O cenário é de abandono, com pertences deixados para trás e barricadas improvisadas desmontadas.
Na periferia da cidade, um muro de concreto, que antes servia como barreira militar, agora divide Tel Rifaat e bloqueia o acesso a terras agrícolas. A infraestrutura local é precária, com redes de água e eletricidade quase inoperantes. Apesar da devastação, os habitantes de Tel Rifaat afirmam estar ocupados em limpar os escombros e retomar suas vidas.
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