A troca de ofensas entre o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e o senador Sergio Moro (União-PR) ocorreu nesta quarta-feira, motivada por divergências sobre o legado da operação Lava-Jato. Frias criticou os defensores da operação, afirmando que eles tentam dar “poderes absolutos a juízes e promotores não eleitos”, que estariam “prendendo mães de família, idosos […]
A troca de ofensas entre o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e o senador Sergio Moro (União-PR) ocorreu nesta quarta-feira, motivada por divergências sobre o legado da operação Lava-Jato. Frias criticou os defensores da operação, afirmando que eles tentam dar “poderes absolutos a juízes e promotores não eleitos”, que estariam “prendendo mães de família, idosos e trabalhadores” em nome do combate à corrupção. Sua postagem foi apoiada por outros bolsonaristas, incluindo o vereador Carlos Bolsonaro (PL), que elogiou a clareza dos movimentos.
Moro respondeu ironizando Frias, lembrando que a Lava-Jato prendeu Lula enquanto o deputado “fazia papel de palhaço na televisão”. Ele destacou que, apesar das divergências, o foco deve ser o governo Lula e não a direita. Essa provocação gerou uma nova reação de Frias, que chamou Moro de “merdinha” e “cretino covarde”, além de criticar sua postura em relação ao ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo), que perdeu seu mandato por conta da Lei da Ficha Limpa.
O deputado acusou Moro de não ter coragem para defender Dallagnol e o chamou de “lixo de ser humano”, afirmando que ele criou precedentes legais para perseguições no país. Frias também criticou a postura do senador em relação ao judiciário, desafiando-o a enfrentar os abusos cometidos por esse poder. Em um novo comentário, o deputado ainda acusou Moro de apoiar prisões baseadas em críticas e opiniões, chamando-o de “bosta” e “escória moral da nação”.
A troca de farpas entre os dois políticos evidencia a tensão interna entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e aqueles que, como Moro, têm uma trajetória ligada à Lava-Jato. A discussão reflete as divisões dentro do campo político e as diferentes visões sobre a operação que marcou a política brasileira nos últimos anos.
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