O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) lançou, nesta segunda-feira (17), o GeoRisk, um novo sistema para melhorar a previsão de deslizamentos de terra no Brasil. O evento ocorreu em São José dos Campos, sede do órgão, com a presença da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e do […]
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) lançou, nesta segunda-feira (17), o GeoRisk, um novo sistema para melhorar a previsão de deslizamentos de terra no Brasil. O evento ocorreu em São José dos Campos, sede do órgão, com a presença da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. A plataforma visa otimizar a análise de dados meteorológicos e geológicos, aumentando a eficiência dos alertas.
O coordenador do projeto, Pedro Camarinha, explicou que o GeoRisk foi desenvolvido para automatizar processos que antes eram feitos manualmente, utilizando dados complexos. O objetivo é alcançar um nível de qualidade que permita detectar mais eventos que causam deslizamentos, além de reduzir falsos alertas. O sistema, que levou cinco anos para ser concluído, compila informações sobre a quantidade de chuva, relevo e histórico de ocorrências para aprimorar a precisão dos alertas.
O GeoRisk funcionará como um suporte para a tomada de decisões, com dados sendo analisados pelos profissionais do Cemaden antes da emissão de alertas. Desde 2011, um banco de dados contém informações essenciais para calcular as condições que levam a deslizamentos, considerando a quantidade de chuva necessária para que esses eventos ocorram.
Durante o lançamento, o Cemaden anunciou que o GeoRisk poderá produzir análises dinâmicas com até 72 horas de antecedência, detectar 13% a mais de deslizamentos e reduzir falsos alertas em 3%. Além de auxiliar as Defesas Civis, a plataforma será de acesso público, contribuindo para a segurança das comunidades em risco.
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