A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas do Senado busca novamente ouvir os depoimentos do meia Lucas Paquetá, do West Ham, e do ex-atacante Luiz Henrique, atualmente no Zenit, da Rússia. Com a prorrogação de 45 dias, a CPI se estenderá além do julgamento de Paquetá pela Federação Inglesa, […]
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas do Senado busca novamente ouvir os depoimentos do meia Lucas Paquetá, do West Ham, e do ex-atacante Luiz Henrique, atualmente no Zenit, da Rússia. Com a prorrogação de 45 dias, a CPI se estenderá além do julgamento de Paquetá pela Federação Inglesa, que foi a justificativa para sua ausência nas audiências. A CPI investiga suspeitas de que Paquetá teria manipulado cartões amarelos em jogos, beneficiando familiares, incluindo seu tio Bruno Tolentino e seu irmão Matheus.
O presidente da CPI, Jorge Kajuru (PSB-GO), revelou que a esposa de Paquetá teria pressionado o jogador a parar de enviar dinheiro para a família. Ele também mencionou que Paquetá, temendo um banimento do futebol, teria manipulado cartões para ajudar seu irmão em dificuldades financeiras. Além disso, Luiz Henrique é suspeito de estar envolvido em um esquema similar, com indícios de uma transferência de R$ 30 mil por Pix de Tolentino para o atacante.
Outro foco da CPI é William Rogatto, conhecido como o “rei do rebaixamento”, que está preso pela Interpol em Dubai. A CPI recebeu informações de que ele será deportado em breve e poderá depor em Brasília. Kajuru planeja exibir as declarações de Rogatto feitas por videoconferência e, após sua deportação, cobrar as provas prometidas, incluindo um computador com informações sobre manipulações.
A prorrogação dos trabalhos da CPI, solicitada por Kajuru, foi oficializada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estendendo o prazo até 1º de abril. O relatório final, sob responsabilidade do senador Romário (PL-RJ), já pede o indiciamento de três pessoas, incluindo Bruno Tolentino. O relatório também recomenda a proibição de apostas em eventos que dependam de apenas um jogador, visando limitar a atuação de criminosos no mercado de apostas.
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