O Rio de Janeiro enfrenta uma onda de calor extremo, atingindo o nível 4 na escala do Protocolo de Enfrentamento ao Calor Extremo. Em meio a essa situação, cinco mil bois estão prestes a embarcar em um navio com destino ao Oriente Médio, onde as temperaturas devem ultrapassar os 40 graus. Organizações de proteção animal, […]
O Rio de Janeiro enfrenta uma onda de calor extremo, atingindo o nível 4 na escala do Protocolo de Enfrentamento ao Calor Extremo. Em meio a essa situação, cinco mil bois estão prestes a embarcar em um navio com destino ao Oriente Médio, onde as temperaturas devem ultrapassar os 40 graus. Organizações de proteção animal, como a Mercy for Animals (MFA), alertam que essa condição pode causar estresse térmico, sofrimento físico e psicológico, além de mortes.
Nesta quarta-feira, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) em São Paulo irá julgar uma ação civil pública do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, que busca proibir a exportação de animais vivos por via marítima em todos os portos do Brasil. De acordo com as ONGs, essa prática é uma das mais prejudiciais à pecuária, resultando em condições de higiene e bem-estar inadequadas, que comprometem a saúde pública e o meio ambiente.
George Sturaro, diretor de Relações Governamentais da MFA, destaca que a aclimatação deficiente e a superlotação nos currais dificultam a dissipação do calor pelos animais, aumentando o risco de falência renal aguda e morte. Além disso, a presença elevada de amônia e dióxido de carbono, juntamente com a formação da “jaqueta fecal”, intensifica os riscos de superaquecimento.
Recentemente, um navio brasileiro que transportava 19 mil animais para o Iraque foi multado na África do Sul devido ao forte odor causado por animais cobertos de fezes e urina. Essa situação levantou preocupações sobre o bem-estar animal e os riscos sanitários. Atualmente, tramitam no Congresso Nacional quatro projetos de lei que visam limitar ou proibir essa atividade, refletindo a pressão de organizações de defesa animal e da sociedade civil. Países como Reino Unido, Argentina, Nova Zelândia e Índia já baniram essa prática.
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