A chefia do Departamento de Nutrição e Produção Animal da FMVZ-USP, em Pirassununga (SP), enfrenta acusações de assédio moral, perseguição e machismo. A professora Cristiane Araújo, principal alvo das denúncias, relatou à ouvidoria da USP um ambiente de trabalho “abusivo”. Em 2023, ela também entrou com uma ação judicial por danos morais contra três docentes […]
A chefia do Departamento de Nutrição e Produção Animal da FMVZ-USP, em Pirassununga (SP), enfrenta acusações de assédio moral, perseguição e machismo. A professora Cristiane Araújo, principal alvo das denúncias, relatou à ouvidoria da USP um ambiente de trabalho “abusivo”. Em 2023, ela também entrou com uma ação judicial por danos morais contra três docentes que ocupam cargos de chefia no departamento há mais de uma década: Júlio César Balieiro, Francisco Palma Rennó e Marcos Veiga dos Santos. Cristiane afirma que tem sofrido retaliações por se opor às decisões da chefia.
A professora foi suspensa por três meses em setembro de 2023, após um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que investigou supostas irregularidades em sua gestão no Laboratório de Pesquisa em Aves. Cristiane argumenta que as acusações surgiram após sua recusa em cobrar “contrapartidas” irregulares exigidas pela chefia para o uso dos laboratórios. Outros docentes criticam essas cobranças, considerando-as antiéticas e sem respaldo em regulamentos internos.
A Comissão de Ética da USP reconheceu indícios de assédio sistemático contra Cristiane, destacando que as denúncias apontam para um ambiente hostil, especialmente para mulheres. Apesar disso, a comissão também observou falhas na documentação da gestão da professora, o que, segundo eles, intensificou as tensões. Professores e servidores que falaram sob anonimato corroboraram as acusações, afirmando que o departamento é dominado por um comportamento machista e agressivo.
Estudantes da FMVZ já se manifestaram contra a impunidade em casos de assédio moral e abuso de poder, mencionando uma cultura de humilhações e hierarquização elitizada. Um servidor do VNP também processou os chefes por assédio moral, enquanto a defesa dos docentes acusados nega as alegações, afirmando que prezam pelo respeito aos direitos humanos na universidade.
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