Durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Washington no dia 20 de fevereiro, Steve Bannon, figura proeminente do trumpismo e da extrema-direita nos Estados Unidos, fez uma saudação que remete à simbologia nazista. O evento contou com a presença de aliados de Jair Bolsonaro, incluindo o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O gesto […]
Durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Washington no dia 20 de fevereiro, Steve Bannon, figura proeminente do trumpismo e da extrema-direita nos Estados Unidos, fez uma saudação que remete à simbologia nazista. O evento contou com a presença de aliados de Jair Bolsonaro, incluindo o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O gesto de Bannon, que consiste em estender o braço direito a 45 graus com a palma para baixo, foi comparado a uma saudação semelhante feita por Elon Musk em outra ocasião.
Bannon, ao realizar o gesto, afirmou que a extrema-direita não deve recuar, enfatizando: “A única maneira deles vencerem é se nós recuarmos, e não vamos recuar, não vamos nos render, não vamos desistir. Lute, lute, lute!” A reação ao gesto foi negativa, com o líder da extrema-direita francesa, Jordan Bardella, cancelando seu discurso na CPAC. O grupo Republicanos Contra Trump também repudiou a saudação, enquanto o ativista Nick Fuentes a classificou como “um pouco excessiva”, referindo-se a ela como “saudação romana”.
O termo “saudação romana” é frequentemente utilizado pela extrema-direita para distanciar o gesto de seu contexto nazista, embora essa denominação seja incorreta. Historicamente, a saudação foi popularizada pelo governo fascista de Benito Mussolini na Itália, antes de ser adotada por Hitler. Durante o evento, Eduardo Bolsonaro defendeu seu pai, alegando que as acusações da Procuradoria-Geral da República são infundadas e comparou a situação a perseguições políticas em países como Venezuela, Cuba e Nicarágua. Ele pediu apoio e orações para seu pai e para os brasileiros detidos após os eventos de 8 de janeiro.
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