Uma sequência de “chuvas de meteoros” tem sido observada em municípios do Norte e Nordeste do Brasil nos últimos dias. Moradores registraram objetos luminosos cruzando o céu à noite, em alta velocidade e distantes do solo. A Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) atribui o fenômeno à reentrada de lixo espacial, resultante de foguetes […]
Uma sequência de “chuvas de meteoros” tem sido observada em municípios do Norte e Nordeste do Brasil nos últimos dias. Moradores registraram objetos luminosos cruzando o céu à noite, em alta velocidade e distantes do solo. A Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) atribui o fenômeno à reentrada de lixo espacial, resultante de foguetes e satélites.
O primeiro registro ocorreu na última quinta-feira em Caroebe, Roraima. A Bramon informou que os fragmentos vistos foram liberados após a reentrada de um foguete Electron, da empresa Rocket Lab, que foi lançado em 8 de fevereiro. O retorno à atmosfera se deu doze dias após o lançamento, por volta das 22h. Os destroços também foram avistados em outras seis cidades do estado, incluindo Boa Vista.
A Bramon destacou que, com o aumento dos lançamentos espaciais, relatos de reentrada de lixo espacial têm se tornado mais frequentes. Embora muitos desses objetos sejam descontrolados e passem sobre áreas habitadas, a organização afirma que não representam riscos para a população. No dia seguinte, uma ocorrência semelhante foi registrada em Alagoas, com luzes no céu atribuídas a um satélite desativado da Starlink, de Elon Musk.
Esses eventos têm gerado curiosidade e preocupação entre os moradores, que compartilham suas experiências nas redes sociais. A crescente presença de lixo espacial na atmosfera é um tema que vem sendo discutido por especialistas, que alertam para os desafios que isso representa para a segurança aérea e espacial.
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