Durante a cerimônia de assinatura do contrato para a construção de quatro novos navios-tanque da Petrobras, a presidente da estatal, Magda Chambriard, esteve ao lado do presidente Lula em Rio Grande (RS). No entanto, a celebração foi ofuscada pela convocação do sindicato dos petroleiros para uma greve de um dia, marcada para esta quarta-feira, dia […]
Durante a cerimônia de assinatura do contrato para a construção de quatro novos navios-tanque da Petrobras, a presidente da estatal, Magda Chambriard, esteve ao lado do presidente Lula em Rio Grande (RS). No entanto, a celebração foi ofuscada pela convocação do sindicato dos petroleiros para uma greve de um dia, marcada para esta quarta-feira, dia 26, que afetará apenas os funcionários administrativos da empresa.
A insatisfação da categoria se intensificou após a Petrobras anunciar que, a partir de abril, todos os funcionários administrativos deverão aumentar sua carga de trabalho presencial de dois para três dias por semana. Os gerentes já estão nessa nova rotina desde setembro do ano anterior. A medida gerou tensão, especialmente porque os trabalhadores em funções operacionais já atuam presencialmente todos os dias, mesmo durante a pandemia.
O sindicato critica a postura da direção da Petrobras, afirmando que ela “se recusa a negociar e impõe retrocessos que afetam diretamente novos empregados, PCDs e mulheres”. A entidade destaca que essas mudanças prejudicam a qualidade de vida e a conciliação entre trabalho e vida pessoal. Em resposta, a Petrobras esclareceu que a regra de trabalho 100% remoto para PCDs (Pessoas com Deficiência) permanece inalterada.
A expectativa é de uma adesão significativa à greve, considerando as manifestações que têm ocorrido desde janeiro na sede da Petrobras, localizada no centro do Rio de Janeiro. A mobilização dos trabalhadores reflete um descontentamento crescente com as novas diretrizes de trabalho impostas pela empresa.
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