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Apagão no Chile deixa 19 milhões sem luz e provoca estado de exceção e toque de recolher

- Um apagão massivo em 25 de fevereiro afetou 90% da população chilena, com 19 milhões sem eletricidade. - O governo chileno decretou estado de exceção e toque de recolher para garantir a segurança. - A estatal Codelco, maior produtora de cobre, teve todas as suas operações interrompidas. - A ministra do Interior, Carolina Tohá, descartou a hipótese de ataque, atribuindo a falha a problemas no sistema. - O presidente Gabriel Boric responsabilizou empresas elétricas e anunciou sanções para as concessionárias.

Um apagão de grandes proporções atingiu o Chile nesta terça-feira, 25 de fevereiro de 2024, afetando mais de 19 milhões de pessoas e interrompendo serviços essenciais, como o metrô de Santiago e operações de mineração. O apagão começou às 15h16, resultando na falta de eletricidade em 14 das 16 regiões do país, incluindo a capital. […]

Um apagão de grandes proporções atingiu o Chile nesta terça-feira, 25 de fevereiro de 2024, afetando mais de 19 milhões de pessoas e interrompendo serviços essenciais, como o metrô de Santiago e operações de mineração. O apagão começou às 15h16, resultando na falta de eletricidade em 14 das 16 regiões do país, incluindo a capital. A estatal Codelco, maior produtora de cobre do mundo, confirmou que todas as suas divisões foram impactadas, enquanto a mineradora Antofagasta utilizou geradores para manter suas operações.

O governo chileno, sob a liderança do presidente Gabriel Boric, decretou um estado de exceção e impôs um toque de recolher das 22h às 6h para garantir a segurança da população. A ministra do Interior, Carolina Tohá, descartou a possibilidade de um ataque e atribuiu a falha a um problema no sistema elétrico. As autoridades estão investigando a causa do apagão, que provocou caos no trânsito e o fechamento de comércios e escolas.

À medida que a situação se desenvolvia, o fornecimento de energia começou a ser restabelecido, com 90% das residências já com eletricidade até a meia-noite. No entanto, ainda havia mais de 90 mil clientes sem luz em algumas regiões. O apagão foi considerado o mais grave em 15 anos, levando a uma mobilização de forças de segurança para controlar a situação nas ruas e garantir a ordem.

O impacto econômico do apagão ainda está sendo avaliado, com o presidente Boric prometendo sanções para as empresas responsáveis pelo sistema elétrico. O evento também causou o cancelamento de apresentações no Festival Internacional de Viña del Mar, refletindo a gravidade da crise. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades, que buscam garantir a normalização dos serviços e a segurança da população.

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