A região Norte do Brasil apresenta os piores índices de frequência escolar em quase todas as faixas etárias, conforme o Censo 2022 de Educação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 26 de abril. A maior discrepância ocorre nos anos iniciais, com apenas 16,6% das crianças de 0 a 3 anos matriculadas […]
A região Norte do Brasil apresenta os piores índices de frequência escolar em quase todas as faixas etárias, conforme o Censo 2022 de Educação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 26 de abril. A maior discrepância ocorre nos anos iniciais, com apenas 16,6% das crianças de 0 a 3 anos matriculadas em unidades de ensino, enquanto no Sudeste esse número chega a 41,5%. Além disso, os estudantes da região Norte têm a pior frequência escolar até os 17 anos.
Analisando a frequência escolar por cor ou raça, os indígenas apresentam os menores índices, enquanto amarelos e brancos têm os maiores. Entre 2000 e 2022, as taxas de frequência escolar aumentaram em todas as regiões e grupos etários, mas as desigualdades regionais persistem. O avanço foi mais significativo entre crianças pequenas, com a frequência de crianças de até 3 anos subindo de 9,4% em 2000 para 33,9% em 2022, ainda abaixo da meta de 50% do Plano Nacional de Educação (PNE).
Dos 5.570 municípios brasileiros, apenas 646 superaram a meta de 50% de frequência para crianças de 0 a 3 anos, representando apenas 11% do total. Em 325 cidades, esse índice estava abaixo de 10%. A única faixa etária com redução na frequência escolar foi a de 18 a 24 anos, que caiu de 31,3% em 2000 para 27,7% em 2022, devido à adequação do fluxo escolar, conforme explicou a analista do IBGE, Juliana de Souza Queiroz.
Entre as unidades federativas, o Amapá registrou as menores taxas de frequência escolar para crianças de 0 a 3 anos (12%) e de 4 a 5 anos (65%). Roraima apresentou as menores taxas para as faixas de 6 a 14 anos (91,5%), 15 a 17 anos (78,8%) e 18 a 24 anos (24%).
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