A presença de marcas no carnaval de São Paulo tem gerado reações diversas entre os foliões. Durante o evento, empresas como 99, Nívea, Riachuelo e iFood têm distribuído brindes, como copos, protetores solares e chapéus. No bloco Bem Sertanejo, por exemplo, os participantes foram abordados por representantes de marcas logo na entrada, recebendo itens que […]
A presença de marcas no carnaval de São Paulo tem gerado reações diversas entre os foliões. Durante o evento, empresas como 99, Nívea, Riachuelo e iFood têm distribuído brindes, como copos, protetores solares e chapéus. No bloco Bem Sertanejo, por exemplo, os participantes foram abordados por representantes de marcas logo na entrada, recebendo itens que ajudam a enfrentar o calor, como picolés e viseiras. A publicitária Júlia Sanches considera os brindes úteis, mas se incomoda com a “poluição visual” causada pelos logotipos.
Por outro lado, a vendedora Vanessa Garbuio vê os brindes como positivos, especialmente para quem não está preparado para o calor intenso. No bloco “Tarado Ni Você”, realizado no Centro, a distribuição de leques e produtos de beleza foi comum, com marcas como a Sabesp oferecendo água aos foliões. A massiva presença de logotipos nos blocos chamou a atenção de organizadores, como Bruno Ferrari, que comentou sobre o aumento de marcas oferecendo brindes como se fosse um favor.
A tendência de ativações de marketing começou a se destacar já no pré-carnaval, com ações como a da Nívea, que borrifava protetor solar nos foliões. No entanto, a polêmica surgiu com a participação da Seda no bloco Filhos de Plutão, que ocorreu sem autorização dos organizadores. A prefeitura de São Paulo esclareceu que as ativações de marcas devem seguir um guia específico e obter autorização prévia, além de respeitar normas legais. A distribuição de itens como água e protetor solar é permitida, mas a ativação de empresas não credenciadas é proibida.
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